QUAL É O DIA DO SENHOR, SÁBADO OU DOMINGO?

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QUAL O DIA DO SENHOR, O SÁBADO OU O DOMINGO

Os sabatistas sustentam que o dia que se deve guardar é o sábado e não o domingo.
Esses sabatistas são uma ramificação dos adventistas, fundado em 1831 por um fazendeiro norte-americano Wiliam Miller.
No princípio guardavam eles o domingo como dia santo, mas como protestante protesta sempre, uns adventistas começaram a protestar contra a guarda do Domingo, e em 1844 constituíram os Adventistas do sétimo dia ou sabatistas, formando um novo ramo da prolifera árvore plantada por Lutero.
O ensino fundamental da nova seita é a observação da lei do sabado, em Vez do domingo. Tudo lhes é permitido, desde que guardem o sábado.
Considerando protestantemente a tal seita sabatista, esta tem razão em guardar o sábado, pois não admitindo nem a abrogação de certos pontos da lei antiga, deve seguir esta lei; porém está. também protestantemente errada, porque se guarda a lei do sabado, porque rejeita leis similares a esta, da mesma importância, e ditadas por Deus no antigo Testamento?
Segundo o ensino do Evangelho estão redondamente errados, seguindo uma lei cerimonial abrogada por Jesus Cristo, e substituída por outra
Sábado não é mais dia santo na lei evangelica, mas sim o domingo. É o que vou provar aqui, de modo insofismavel.

l. A LEI DO SÁBADO
A lei do sábado existiu no Antigo Testamento; é certo, porém, tal lei não tem o sentido que os sabatistas lhe atribuem.
Para provar a sua pretensão, eles citam uma lista longa de textos da Bíblia:
O sétimo dia será o sábado do descanso (Levit. 22. 3).
Guardar o meu sábado, porque é um dia santo (Êxodo. 31. 14).
O sábado é o dia do Senhor. (Levítico. 23. 3).
Em seis dias o Senhor criou o céu e a terra… abençoou o dia do sábado. (Êxodo. 20. 1 J).
O Senhor teu Deus, te tirou do Egito … por isso te ordenou que guardassem o sábado. (Deuteronômio. 5. 15).
Guardarão o sábado por conceito perpétuo. (Êxodo 31. 16),
E assim em diante.
Uma tal lista impressiona uma pessoa ignorante, porém, tal impressão se desvanece quando se mostra que tal lei era para os judeus e não para os cristãos; que era uma lei cerimonial própria dos judeus, que nenhuma relação mais tem com a lei dos cristãos. É fácil provar isto; e qualquer pessoa sensata compreenderá estas provas. Em primeiro lugar: Que quer dizer a palavra sábado?
Significará tal palavra um dia determinado no calendário ou apenas o ultimo dia de uma semana de sete dias? Eis uma pergunta que resolve tudo e lança por terra a pretensão dos sabatistas. Trata-se de fato de um sétimo dia, que deve ser um dia de descanso, é a significação da palavra sábado, que quer dizer: descanso.
Logo, onde, a Bíblia diz : sábado, podemos dizer descanso.
Suponhamos agora que o governo decrete a seguinte lei: Todas as semanas, haverá um dia de descanso, sendo proibido trabalhar neste dia, etc. Em outros termos, prescrevem-se seis dias de trabalho e um de descanso.Como será que o mundo interpretará tal lei?
Todos compreenderão que se trata de um dia de descanso na série dos sete dias, e que tal dia, para haver uniformidade, deverá ser indicado pela autoridade, pois o sétimo dia depende do primeiro.
Contando o domingo como primeiro dia, o sétimo será o sábado; mas começando na segunda -feira, o sétimo será o domingo.
Na ordem espiritual estamos diante do mesmo problema. Os judeus começaram a contar do domingo, e fixaram o sétimo dia no ultimo da série. como era natural, chamando-o, por isso: sábado, ou dia de descanso.
A igreja Católica, por razões justificadas que exporei abaixo. Começou o cálculo na segunda-feira, e terminou deste modo um dia mais tarde, dia que se tornou sábado, o descanso do domingo.
No novo cálculo como no antigo, a ordem divina é respeitada: o sétimo dia é um dia de descanso um sabado dominical.
É o que o bom senso nos indica e que ele justifica, sem nenhuma quebra da lei divina.

O QUE É UM SÁBADO
O sentido acima exposto, prova-se por analogia, por textos equivalentes da Bíblia.
Deus não prescreveu somente um sábado ou dia de descanso, por semana, ha outras prescrições sabatinas na lei antiga, de igual valor e idêntica significação.
Recolhamos apenas três outros sábados, positivamente prescritos por Deus.
Havia de 7 em 7 anos, um ano chamado sábado, porque durante o correr deste, após os outros 6 de trabalho, deviam os judeus deixar descansar a terra.
O sétimo ano será o sábado da terra e do descanso do Senhor. (Levítico. 25. 4 Êxodo 23, 10).
Eis uma passagem que indica claramente que não se trata de tal ou tal dia do calendário, mas sim do ultimo dia, ano ou época de uma série de sete.
Se a palavra sábado indicasse necessariamente o nosso sábado atual, como é que Deus pode chamar sábado um ano inteiro?
Só fazendo parar o sol como Josué! É ridículo sustentalo.
Sábado é o ultimo dia, ou ultimo mês, ou ultimo ano, de uma série de sete. Aliás é a explicação que dá a própria Bíblia, repetindo cada vez como nos textos acima : sábado ou descanso. Uma segunda prova se tira de outra prescrição sabatina: a do sábado de semanas
Deus prescreveu ainda que houvesse sábado ou descanso, após sete semanas de anos, ou depois de 49 anos era o Jubileu dos judeus.
-21 Contarás também 7 semanas de anos isto e, sete vezes sete … e no sétimo mês, no dia 10 do mês tocarás a trombeta por toda nossa terra … e santificaras o ano quinquagesimo … porque é Jubileu. (Levit. XXV. 8) Um terceiro sábado é prescrito por Deus, de sete em sete meses: é o dia da expiação solene, no qual o povo deve oferecer um holocausto ao Senhor, e este dia é chamado por Deus: o sabado do repouso.
Aos 10 deste sétimo mês será o dia solinissimo das expiações e chamar-se-á santo… É o sábado do repouso. Celebrareis os vossos sábados de uma tarde até á outra (Levit. XXII!. 27. 32) De sete em sete meses. ha pois um dia consagrado a Deus; dia deve ser o décimo do sétimo mês. De modo que assim determinado, tal dia não pode cair sempre num sábado, mas varia conforme o tempo; entretanto é chamado por Deus sábado, não por ser o sétimo da semana do calendário, mas por ser o último de uma série de sete. * O próprio Deus, aliás recapitulando depois as suas prescrições a respeito das festas e dias santos, diz: Desde o dia 15, pois, do sétimo mês celebrareis as festas do Senhor durante 7 dias no primeiro e no oitavo haverá o sábado, Isto é, o descanso. (Levit. XXII!. 39) Note bem esta expressão : Haverá o sábado, isto é, o desecanso.

PORQUE O SÁBADO?
Eis um ponto luminoso e bem provado: A palavra sábado não é tal dia determinado no calendário, mas sim o último dia de uma série de sete dias, cuja série forma uma semana. Tudo depende pois, do ponto de partida ou do dia que se adota como o primeiro. No Antigo Testamento o dia do Senhor era o sábado da nossa semana atual, porém se apresenta agora a pergunta: Pode ou não se pode mudar este dia? A resposta é fácil. Vejamos primeiro a razão da escolha do sábado como dia santo. A Bíblia nos indica três razões: 1. Em lembrança da Criação. Em 6 dias o Senhor criou o céu e a terra. .e abençoou o dia do sábado (Êxodo. 20. 1). Em lembrança da libertação do Egito: O Senhor teu Deus te tirou do Egito … por isso te ordenou que guardasses o sábado (Deuteronômio 5. 3. Em lembrança e como sinal de aliança entre Deus e o povo de Israel : Guardarão o sábado por conceito perpétuo (Êxodo. 31. 16). Estas três razões, como se vê logo, são particulares aos judeus, e como tais, entra na categoria das leis cerimoniais e não nas leis dogmáticas, Morais ou legislativas universais. Como tal o sábado é antes uma convenção que um preceito positivo. Uma palavra de N. S. confirma tal asserção: O sabado foi feito para o homem, diz ele, e não o homem para o sábado (Mateus 12. 12), o que quer dizer que o homem deve observar o sétimo dia da série, sem ser escravo deste dia, ao ponto que o Julgue imutável. O descanso do sábado é imutável: o dia do sábado não o é.

ABROGAÇÃO DO SÁBADO
Para compreender isto basta lembrar que na lei antiga havia quatro especies de leis:
1. leis dogmáticas,
2. leis moraes,
3. leis cerimoniais,
4. leis nacionais,
Destas leis só ficam em pé no novo Testamento: 1. as leis dogmáticas, completadas por Jesus Cristo e, 2. as leis morais aperfeiçoadas por ele. Quanto ás leis cerimoniais eram figurativas, devendo desaparecer diante da realidade. As leis nacionais dos judeus desapareceram igualmente diante da legislação universal do Evangelho. Eis o que é admitido por todos, católicos e protestantes. É mistér saber agora em que categoria se deve colocar a lei do sábado. A resposta não é difícil. O sábado não pertence ao Dogma, porque não exprime nenhuma verdade fundamental da religião. Nem pertence á moral, como dia, pois não prescreve o modo de agir. mas apenas indica o descanso (a santificação do sabado pertence á moral). É uma lei cerimonial, Ora. as leis cerimoniais foram abrogadas por Jesus Cristo.
A rejeição do povo de Israel incluía a rejeição das suas cerimonias. como se pode ver no profeta Oséas. Deus diz : E farei cessar todos os seus cânticos de alegria, os seus dias solenes, as suas luas novas, o seu sábado e todas as suas festas do ano (Oséas. II. 11). É uma prova que Deus não deu o sábado como lei imutável, mas como lei cerimonial que terminou com as festas e outras cerimonias dos judeus .
Vejamos agora o que disse Jesus Cristo a respeito do domingo. Um principio fundamental é que todos os preceitos da lei cerimonial não confirmados por N. Senhor: ficam abrogados.
Uma vez, os judeus atacaram o Salvador por que Ele havia curado um aleijado em dia de sábado (João V. 8 -17), Jesus respondeu: Meu Pai trabalha sempre e eu também trabalho. É como se dissesse: O sábado depende de mim e eu não dependo do sábado, querendo abrogalo, está em meu poder. Por isso Nosso senhor se chama Senhor do sábado (Mateus. XII 8) e mandou ao aleijado curado carregar a sua cama, como permitiu aos apóstolos colher espigas de trigo no sábado, embora ambas estas coisas fossem proibidas neste dia.
Ora se o sábado fosse uma lei natural. N. Senhor não poderia permitir nem mandar que fosse violado como ele não pode permitir a mentira, o roubo, o assassínio, a desobediência, e outras violações na lei natural.
Logo, a lei do sábado é uma simples convenção, é um preceito cerimonial que pode ser abrogado, e que de fato o foi.

PROVA DE RELAÇÃO
Citemos mais uma prova da abrogação do sábado: prova de relação ou prova tirada das relações que ha entre as diversas prescrições.
Os sabatistas querem conservar o sábado da semana.; mas porque não conservam eles os três outros sábados acima mencionados? O sábado do sétimo ano, o sábado das 7 semanas de anos e o sábado de 7 meses ? Eis quatro sábados prescritos por Deus. Por que os sabatistas querem conservar o sábado da semana e rejeitam os outros Sábados, intima e inseparavelmente unidos ao primeiro? É ilógico: ou devem adotar a lei sabatina inteira, ou então admitir que seja abrogada. Onde encontram eles a abolição dos três outros sábados, de meses, de anos e semanas de anos? Têm que escolher: ou tudo caiu ou tudo ficou em pé; mas de nenhum modo se pode separar o que Deus uniu.
Deste modo os próprios sabatistas demonstram não tomarem a sério a tal lei do sábado. Este argumento deve extender-se mais longe ainda. Si a prescrição do sábado é uma prescrição cerimonial. que os sabatistas querem absolutamente conservar, pode-se perguntar-lhes: porque eles observam esta prescrição e rejeitam centenas de outras de igual valor e importância? Porque não praticam eles a circuncisão ( Gênese 17, 16 ) tão rigorosamente prescrita por Deus? Em que o dia de sábado é superior á circuncisão?
26-. E depois, porque rejeitam as neominías e os dias lunares? (sal. 113-19)
E os sacrifícios ? (Levítico. 6. 14)
E os holocaustos? (Levítico 7. 8)
E as oblações ? (ld. II. 1)
E as libações ? (Números 10. 1)
E as Pascoas com as suas cerimonias? (Êxodo 24)
E a festa das primícias? (Num. 28 -26)
E a festa dos tabernáculos ?_(Levit 23-39)
E a cerimônia da expiação (com o bode expiatório, Azazel)? (Levítico 15, etc. etc.
Porque deixam as mil prescrições particulares que regulam o jejum, as purificações Iegais, as carnes etc. (Levit. III. 17)
o direito civil. ( João 7. 14) e criminal, (Deuteronômio 16. 18)
os empréstimos, (Deuteronômio 15. 7)
os depósitos, (Levítico 6. 2)
As propriedades, (Êxodo 21. 33)
os salários, (Levítico 19. 13) etc. etc?
Porque entre as múltiplas, ou melhor, entre as milhares de prescrições cerimoniais ou nacionais, os sabatistas conservam unicamente o sábado, só o sábado, e rejeitam todo o resto …. A Bíblia é a palavra de Deus ou não o é? Se é: deve ser aceita integralmente. Se não é : deve ser rejeitada completamente, pois carece de autoridade. Basta esta contradição flagrante para provar que o dia de sábado é apenas um dia de convenção cerimonial, que pode ser mudada em qualquer outro pela autoridade competente. O que importa, o que é lei imutável é que na série de 7 dias o último seja santificado, sem que seja imutável qual é o primeiro dia de tal série.

pelo P. Julio-Maria

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