A IGREJA PROMOVEU UMA LIMPEZA ÉTNICA COMO HITLER?

PARTE I

A imprudência de certos historiadores, tem causado um grande Conflito de idéias, muitas acusações de que igreja e a Espanha eram racistas, anti-semitas e faziam uma seleção genealógica entre judeus e não-judeus. O que é uma grande mentira, isto causa grande constrangimento, pois, mais tarde também foi comparado ao que Hitler fez na Segunda Guerra Mundial. É um assunto delicado devido à irresponsabilidade dos historiadores. Vamos começar citando por exemplo, no caso de Bodeslão Lewin, conhecido o historiador judeu, o qual em seu superficial ensaio os judeus foram inquisição na América Espanhola afirma: “O Santo Ofício realizava uma rigorosa seleção racial ao fazer nomeações e a ao investigar os Réus”; o “sangue judeu que corria nas veias destes últimos constituía a prova quase plena de sua culpa”. Seu correligionário Netanyahu chega ainda mas longe em suas acusações, já não apenas insinuando, mas afirmando, basicamente, que o principal motivo do tribunal era perseguição dos judeus, não por motivos religiosos, mas por questões raciais. Devemos insistir em que tais afirmações devem ser descartadas de forma categórica e definitiva. e para deixar os marxistas, anticatólicos e historiadores de má-fé sem nenhum argumento, vamos apontar vários historiadores judeus, Como referência e várias documentações existentes e Vamos demonstrar a leviandade e simplificação dos fatos mentirosos.

Um dos exemplos, que não são poucos, os equívocos que podemos mostrar como exemplo deste último autor. pois, reconhecendo por um lado a postura anti-racista do Rei Fernando — que controlava a inquisição —- afirma que por volta e a partir de 1520 o Santo Ofício tomou um rumo racista. E o certo é que, como podemos ver mais adiante esta época coincide justamente com aplacamento quase total do perigo dos conversos judaizantes, com o tribunal centrando sua atividade a partir daí em reprimir basicamente as heresias e as faltas dos cristãos velhos. Então chegamos a conclusão esse primeiro momento que Netanyahu não tem de onde tirar a idéia de que a inquisição tornou-se racista, se é possível falar de uma época de certo rigor (ou racismo segundo a concepção muito particular deste historiador) contra os conversos judaizantes, esta se enquadraria Sem dúvida antes da morte do monarca católico, por serem justamente estes os tempos em que atividades judaizantes era maior.

Basta ter um pouco de bom senso para resolver esta polêmica questão. Citarei José A. Escudeiro, que refuta a Netanyahu em uma célebre disputa. Entenderemos a primeira objeção da tese desses autores anti-católicos, seria a seguinte: se o tribunal da Inquisição espanhola foi racista ou, melhor dito, antissemita, Por que perseguiu também aos mouros e aos protestantes? É por acaso da mesma raça? Pergunta-se o acadêmico espanhol. E se foi racista contra os conversos judeus e mouros, Por que então perseguiu aos protestantes? Qual é aqui a raça em comum? Esse foi racista contra conversos judeus, mouros e Protestantes, Por que perseguiu aos cristãos velhos e, depois, a uma multidão de eclesiásticos, Frades, e freiras, bispos, O Cardeal de Toledo, etc? qual era a raça perseguida pela pretensa Inquisição racista? Com certeza, não seria possível dar aos anticatólicos uma resposta a esta mal feita tese dissimulada e anti católica uma resposta irrefutável .

Vamos confirmar as palavras do académico espanhol, com dois exemplos que confirmam com força e aversão de Papas e dos diversos monarcas que sempre sentiram por qualquer manifestação de racismo. O primeiro, anterior ao estabelecimento da Inquisição espanhola, ocorre em 1449, quando o movimento contra os conversos, levada a cabo por cristãos velhos, propõe legalizar um estatuto que excluísse de todas as funções públicas os conversos de origem judia. Assim responde o Papa Nicolau V, em bula de 1449: “Decretamos e declaramos que todos os católicos formam um só corpo em cristo, de acordo com os ensinamentos de nossa fé”. Ato contínuo, o sumo pontífice procedeu a excomunhão de Pedro Sarmiento, principal promotor dos estatutos, e a outros de seus seguidores do mesmo ideal. O outro caso, ocorrido já na vigência da Inquisição, corresponde ao pontífice Sisto IV, que em 1481, ao receber denúncia semelhantes do Arcebispo de Toledo, Alonso Carrillo, proibiu as associações racistas sob pena de excomunhão ( estas referências bibliográficas você encontra na obra de Henry Kamen, A Inquisição espanhola.

Agora vamos falar de um assunto que é relacionado a um suposto racismo do tribunal Eclesiástico espanhol: e sobre a questão dos estatutos de limpeza do sangue. essa chamada limpeza do sangue eram uma exigência que durante algum tempo certas instituições espanholas e eclesiásticas requereram das pessoas para o ingresso a certos cargos. Considerava-se de sangue Limpo todo aquele que não tivesse antecedente heréticos ou outros graves, e sobre quem não houvesse dúvidas sobre sua integridade e comportamento. Não se pode dizer que fosse uma medida arbitrária ou irracional, pois assim como é absolutamente necessário nos dias atuais que se proíba de funções públicas aquelas pessoas com antecedentes criminais, Imagine se você contrataria um estelionatário para trabalhar em um cartório? era da mesma forma lógico que não que não se permitisse naquele tempo o ingresso de um herege, especialmente em certos cargos mais importantes. Não havia nada de estranho, portanto, em tal disposição. Tampouco se poderá dizer que foi uma medida nova ou inventada de alguma forma de Inquisição, pois era um requisito que já vinha desde muito tempo em vigor nas diversas ordens militares.

Esta ingenuidade por parte de Muitos historiadores é um pouco suspeita ou muito suspeita em relação a este assunto, especialmente daqueles com uma longa e reconhecida a trajetória. Não se pode dizer que esta seja uma presunção gratuita. É bastante conhecido, particularmente nos dias atuais, o benefício político que costuma ser obtido com esta espécie de acusações, vejamos como exemplo hoje em dia a ideologia marxista com ensinamentos nas nossas faculdades que estão totalmente equivocados, mas que são ensinados em nome de uma ideologia, em nome de uma disputa de classes que nós sabemos muito bem aonde isso pode levar, mas a mentira ela é ensinada para se chegar ao fim de uma trajetória que nós sabemos que isto não é a primeira vez que acontece, vejamos como exemplo a revolução francesa e o Marxismo, e esses benefícios políticos costumam ser maximizadas quando se favorecem a imagem de um catolicismo racista e em particular antissemita. Isso favorece as discurso da luta de classes, que estamos vendo uma raça de origem africana contra o branco, o homem contra mulher, o pobre contra o rico, este é o currículo a base curricular que estão ensinando a base curricular da mentira.

Pode-se dizer que estes estatutos de sangue da Espanha inquisitorial pouco nada chegará a ver com alguma espécie de discriminação fundada em motivos racistas. A limpeza do sangue não correspondia a nenhuma categoria racial, mas a um conjunto de fatores espirituais e morais, como a tradição, a fé, o destino comum e a boa conduta. Prova Cabal disto era presença ativa de conversos do Judaísmo em todos os estratos sociais durante a existência do tribunal. Os próprios judeus, até sua expulsão definitiva em 1492 (quando a inquisição já existia a 14 anos), ocuparam posições importantíssimas nas diversas instituições estatais, contando inclusive com o favor dos Reis. É sabido que o rei Fernando o católico era um antirracista conhecido, e amigo e protetor dos conversos.

Mostrando mais uma vez a insensatez que alguns historiadores que se mostram pretensamente parciais. Como é o caso de Thomas Hope, que menciona, biógrafo de torquemada, que ao pretender provar crueldade e racismo do Santo Ofício termina, sem querer, por provar justamente o contrário. Cita para isso caso de Luís Santangel, um dos homens de maior confiança do rei, que havia assassinado, junto a outros judeus conversos, o piedoso inquisidor aragonês Pedro Arbués. Após ser processado pelo Santo Ofício e considerado culpado, correspondeu-lhe, por direito, a pena de morte. O rei Fernando conseguiu comutá-la para uma pena leve (é o que parece para todos exceto Thomas Hope). indignado, lamenta-se Hope:” porém não foi capaz de salvá-lo da horrível infâmia que consistia em sair em procissão, com os pés descalços, humilhação bastante amarga para o orgulho de um espanhol e duas vezes mais para o amor próprio de um judeu”. O criminoso havia “apenas” assassinado um santo, mas o “castigo” de participar de uma procissão é inadimissível para os irascíveis Inimigos da Igreja Católica. Como então é possível que diante de tantas evidências, ainda se insista em que a inquisição, a Espanha e a igreja eram racistas?

Podemos até aceitar que nem sempre ouve Malícia mas também ignorância isso é explicado pelo conhecido autor alemão R. Miles, atribuindo esta confusão ao fato de que a grande maioria dos historiadores modernos desconhece que o sentido etimológico outorgado à palavra raça variou muito através dos tempos. Assim, observa que “a ciência sobre o racismo afirma que o conceito de raça adquiriu um novo significado por volta de 1800. Na idade moderna, ao contrário, o termo raça não era mais do que uma alusão a uma origem coletiva, quer dizer, a uma única história comum. Por sua vez, desde os começos da Idade contemporânea, a palavra Raça expressa uma ‘categoria biológica humana’ de tal maneira que a ciência pretendia atribuir a cada uma das “raças” traços biológicos particulares”. O conhecido humanista Antônio nebrija demonstra que o modo particular como o Arcebispo utiliza a expressão ‘raça’ não representa de maneira alguma a forma habitual de utilizá-la por seus contemporâneos.

Pelo que já vimos até agora e pelo que ainda vamos expor futuramente, fica claro que são extremamentes absurdas, anacrônicas e indignas de crédito, as comparações traçadas por historiadores como Cecil Roth, Netanyahu ou Paul Johnson, que assemelham os estatutos de sangue do século XVI com os do Terceiro Reich alemão. Trata-se de um mau costume de bons historiadores, que, da mesma forma que Charles Lea, desculpam a Inquisição quando se trata de Protestante e condenam quando se trata de judeus.

Limpeza de sangue não era uma exigência unicamente da Inquisição, mas de todas, ou quase todas as instituições da monarquia. Convém notar que não era uma exigência do pontífice, mas do rei, que decidia os requisitos de qualidade social de seus membros. Mesmo assim, o conselho da Inquisição sempre teve nesta matéria pleno poder de decisão. Por exemplo, nunca foi necessário que o inquisidor geral apresentasse essas provas. Apenas após 1513 foi que se exigiu que os membros do tribunal fossem cristãos velhos, embora o historiador espanhol Millán faça notar que se tratou apenas de uma declaração de intenções. Não havia nenhum procedimento de investigação genealógica para averiguar a ascendência dos que pretendiam aos cargos inquisitoriais. Assim, reconhece A. Domingos Ortiz que inclusive alguns membros do recém criado o conselho da suprema inquisição eram de origem conversa, Como por exemplo o próprio Torquemada. Um exemplo é o caso de Cortés de monzón, em 1547. estas haviam denunciada ao Santo Ofício que o tribunal de Aragão estava nomeando mouros convertidos como familiares. A direção inquisitorial justificou a medida afirmando explicitamente que podia ser familiar “qualquer Cristão batizado, exceto hereges, seus protetores, ou apóstatas. Pode-se mencionar também o caso do converso Alonso de Burgos, Capelão da rainha, a quem Izabel outorgara o cargo de Bispo de Cuenca. O mais significativo deste caso não é tanto que Burgos fosse converso, e nem a importante função a que era chamado, mas sim o momento histórico particular em que isto ocorre: em pleno auge de atividade judaizantes dos conversas.

Não era uma medida nova, e menos ainda se pode dizer que fosse dirigido em particular aos judeus e mouros, pois já vinha sendo aplicada no passado, ainda antes do perigo dos judeus conversos que surgiu após 1391 a toda espécie de hereges. Que demonstram o modelo de Juramento entregue por Eymeric aos inquisidores, e que as autoridades da cidade onde estes começaram a atuar eram obrigadas a cumprir.

(Não conferimos o cargo de juiz ou Prefeito —nem qualquer outro cargo —- a nenhum destes pestilentos, a ninguém sob Suspeita, é nenhum acusado de heresia, a ninguém que se encontre por decisão do inquisidor, impedido de ocupar qualquer cargo público. Juramos não aceitar a nenhum destes em nossa família nem a nossa comunidade, nem a nosso serviço e nem em nosso conselho.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: