A Mulher Na Idade Média

__Nas assembléias urbanas ou nas comunas rurais, as mulheres têm o mesmo direito de voto dado aos FB_IMG_1517355546628homens. As lideranças políticas e religiosas femininas são tão prestigiadas quanto as masculinas.
As mulheres abrem e comandam estabelecimentos comerciais sem precisar da autorização de seu marido. Além de mães de família, religiosas e empregadas domésticas, as mulheres exercem diversas profissões.[…]

De que época estou falando?
_Acredite estou falando da Idade Média!
Aqueles que duvidam, desacreditam e fazem gracejos, aviso que a fonte é a historiadora Régine Pernoud premiada pela Academia Francesa pelo conjunto de sua obra. (decida agora acredita em uma medievalista top, ou no “fessô da facul” ?) .

Nos registros de pagamentos de impostos da cidade de Paris, no fim do século XIII, pode-se verificar uma multidão de mulheres exercendo as mais variadas funções : professoras, Médicas, boticarias (atual farmacêutica), tintureiras, copistas, miniaturistas, encadernadoras etc.
Na Itália há um número considerável de registros da contribuição feminina para a medicina. Cito por exemplo para ilustrar, Dorotea Bucca. Ela ocupou uma cadeira de Filosofia e medicina na Universidade de Bolonha por mais de quarenta anos, tendo iniciado em 1390.

Quem falar que os medievais se importavam apenas com a instrução masculina, está simplesmente falando asneira!
Pois em Soissons, em 1403, o bispo Simão de Buey insiste com seus padres e diáconos, que zelem para que os pais enviem as crianças de ambos os sexos, ás escolas das cidades.
Outra evidência da contribuição feminina no campo intelectual, é a mais conhecida enciclopédia do século XII, é de autoria de uma mulher Herrade de Lansberg.

No século XII, o célebre Robert d’Arbrissel fundou um mosteiro feminino e um masculino em Fontevrault. e colocou ambos sob a autoridade de uma abadessa, Pétronille de Chemillé, que tinha 22 anos na ocasião.
O caso de Fontevrault não foi único, diversos conventos duplos de monges e monjas, foram colocados sob a gestão de uma abadessa.
Tal função por exemplo, foi exercida por Santa Brígida da Irlanda, no século V, em Kildare.
Afirmo que religiosas lideravam comunidades monásticas e usavam uma insígnia típica de um bispo.

A veneração á Virgem Maria, Mãe de Deus, permitiu que o homem medieval projetasse tamanho respeito á figura feminina.

Tudo isso só confirma a tese de Jaques Le Goff, historiador francês que afirmou que: “Devesse a emancipação da mulher á Idade Média”, coisa que muitas mulheres até hoje em países não cristãos não gozam.
O termo Idade Média continua a ser estupidamente usado em tom de desprezo, como uma forma de atacar e depreciar a Igreja Católica, esse preconceito só será combatido, com a dedicação dos católicos em estudar e se preparar para responder a esses ataques, pois o nosso primeiro papa deu nos a missão :
I
“Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.”
Pd 3,15

Régine Pernoud,
A Mulher nos Tempos das Catedrais,
O Mito da Idade Média
Joana d’Arc : a mulher forte
e
Jaques Le Goff, Jornal La Nation 12/10/2005
Pintura retratando Dorotea Bucca

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