AS MENTIRAS DE QUE SE ACUSAM A INQUISIÇÃO, A IGREJA E A ESPANHA (Llorente o Traidor e mentiroso)

• AS MENTIRAS DE QUE SE ACUSAM A INQUISIÇÃO, A IGREJA E A ESPANHA

• (Llorente o traidor e mentiroso)

• Em primeiro lugar, é preciso compreender que o espanhol não era uma pessoa rancorosa nem apreciadora da difamação, pois acreditava que isso era impróprio a um cavalheiro Cristão. A prova está em que praticamente não se conhece nenhum folheto ou declaração difamatória por parte dos Reis católicos nem de seus sucessores, confessores ou cronistas. O humanista Siciliano Lucio Marineo Cículo dirá daqueles espanhóis: “Agradam-me muito os costumes dos espanhóis, satisfaz-me a sua condição, e considero bom o seu hábito, pelo qual Sempre procurei conversar com eles e seguir sua maneira de viver. Porque não consideram as coisas de Deus e a saúde de suas almas com menos diligência e cuidado do que as riquezas e passatempos do mundo. Verdadeiramente é hoje muito grande a religião dos espanhóis, Grande é o temor e a consideração que tem acerca da honra de Deus, grande o cuidado das almas dos sacerdotes, os quais não apenas celebram solenemente suas missas e horas canônicas, mas instruem também o povo que tem o seu encargo com muitos sermões e Bom exemplo”.
• O contrário observa-se particularmente nos líderes reformistas. Provam-no de forma Cabal as milhares de ameaças violentas, acusações e nomes ofensivos à Espanha e à igreja (muitas vezes em forma de panfletos) desde as mais altas esferas protestantes e saxões. Desde Genebra, por exemplo, Calvino escreveu ao rei da Inglaterra: “Quem não quer matar os papistas é um traidor; pois salva o lobo e deixa inermes as ovelhas”. em outra de suas conhecidas declarações, dizia que os que se negasse a abandonar a fé católica Romana deveriam ser passados a fio de espada (Pastor, Op cor, tomo XV, capítulo XLII). O antissemitismo e Ódio militante de Lutero e seus seguidores seria notável; em outros momentos falaremos sobre este assunto.
• O espanhol, ao contrário, era um homem integrador, como foi demonstrado na época da convivência dos três Povos Bíblicos em Toledo, e durante a ação missionária na América. Era também um homem bem disposto para perdoar, mas que não tolerava aceitação do erro. Assim diz Saavedra Fajardo sobre os espanhóis: “Os espanhóis amam a religião e a justiça, são constantes nos trabalhos, profundos nos conselhos, e por isso lentos na execução. Tão altivos, que não se deixam desvanecer pela prosperidade e nem são humilhados pela adversidade. Isto, que na Espanha é um esplendor nativo e liberdade de espírito, é atribuído à soberba e ao desprezo pelas outras Nações, quando na verdade é ela que está em melhores relações com estas e mais as estima, e também a que mais obedece a razão e assim subjuga com maior facilidade seus afetos e Paixões”. H. G Wells explica o triunfo da grande conquista espanhola da seguinte maneira: “É muito simples: deve-se a sua religião cristã e a seu direito. O catolicismo é amplo, chama a seu seio a todos os homens e oferece o perdão aos que atacam. É, por exemplo, uma religião contrária ao judaísmo, que não busca novos adeptos e reserva-se apenas para seus fiéis. O catolicismo explica, portanto, a ampla e Generosa universalidade de todo espanhol”.
• O profundo sentido da religião e do transcendente fazia os homens daquela época temerem a Deus e amá-lo ao mesmo tempo. Cria que uma fé sem respaldo de obras era insuficiente para alcançar a salvação. Era assim natural que um homem com essas características não conciliasse com métodos como a difamação e as calúnias. Roth descreve desta maneira o homem daqueles tempos: “Com certeza, é possível ver o espírito espanhol fundido Em Cada traço de Carlos V. Como exemplo, veja-se sua conhecida disputa com Francisco I, Rei da França. Quando o rei espanhol inteirou-se de que Francisco I planejava invadir a Espanha junto com os mouros, pediu-lhe cavalheirescamente, apelando à razão e a caridade, que interrompesse seu projeto, fazendo-lhe notar que, na qualidade de Reis cristãos, deviam evitar o derramamento inútil de sangue entre as duas Nações. O rei gaulês, obstinado em suas pretensões e cobiça, rechaçaria esta e outras exortações, não restando outro remédio ao Neto de Isabel e Fernando senão propor um duelo até a morte com seu par francês, afim de evitar as mortes que é uma guerra causaria: “Portanto, prometo a V. S., diante deste sacro colégio, e de todos estes Cavaleiros que aqui estão, que se o Rei da França quiser comigo lutar com armas entre sua pessoa e a minha, que o faça, com armadura ou sem, com espada ou com punhal ,em terra ou em Mar, em uma ponte, ou uma ilha, ou campo fechado, ou diante de nossos exércitos; ou onde quer que queira, como queira, e assim seja justo”. O rei francês, é claro, não aceitou o desafio.
• O grande apologistas espanhol Julián Juderias descreve com perfeição este espírito espanhol: “Dom Quixote não saiu de sua Aldeia para ganhar dinheiro, e sim honra; Sancho, por sua vez, pensava continuamente na ilha, ou nos escudos que encontrou na cela da mula morta em Serra Morena: entre nossos ideais e os de outros povos existe a mesma diferença”. Tanto o rei como seus súditos temiam igualmente por sua salvação.
• A subestimação do valor concreto da propaganda de guerra constituiu sem dúvida outro motivo a considerar. É preciso ter em conta que naqueles tempos a imprensa (especialmente como Máquina de Guerra) constituía toda uma novidade, sendo muito difícil, para não dizer impossível, prever-se as nefastas consequências que poderia ter o fato de subestimá-la. Hoje, o leitor do Século XXI acha inexplicável o relativo silêncio da Espanha frente a propaganda impressa, Pois todos conhecem quem foram Goebbels,Gransci e os propagandistas da guerra fria, e sabem também quão Fundamental e determinante foi para eles a propaganda e a imprensa na guerra.
• Sem dúvida, agora são previsíveis as consequências de subestimar a propaganda de guerra, a mentira Como arma revolucionária – máxima leninista -, porém não era assim naquela época. Provavelmente, se a imprensa, como máquina de propaganda desenfreada, não tivesse existido na Idade Moderna, os protestantes se teriam extinguido ,como antes o fizeram a todas as demais seitas.
• Quando a Espanha começou a tomar consciência da eficácia que vinha tendo a propaganda, já era tarde demais; contavam-se por centenas de milhares os folhetos e escritos panfletários de detratores difundidos pela Europa, e que circulavam de mão em mão ,não havia tempo nem espaço suficiente para refutar cada uma de suas acusações. Se é verdade que o primeiro golpe vale o dobro, certamente Quem deu este primeiro golpe foram os reformadores. Foi depois muito difícil neutralizar e reverter essa tendência, já indelevelmente impregnada na mente e no coração de alguns homens. O próprio Joseph Pérez, que tem pouca simpatia pela inquisição ,ressalta A pobre reação espanhola contra a lenda Negra. Destacamos como uma das primeiras e mais decididas reações em favor da Espanha a do célebre Quevedo.
• A fraca censura dos livros danosos que se praticava, é indubitavelmente Outro fator a considerar. Ao contrário do que costuma crer-se, a inquisição proibiu bem pouco, seja por negligência, escassez de pessoal e outros recursos, prioridades mais imediatas, ou simplesmente por disparidade de critérios entre os censores. Um exemplo concreto de tolerância do tribunal pode ser o caso da obra difamatória de bartolomé de Las Casas -Brevíssimo relato da destruição das Índias -, o qual, publicada em 1578, seria proibido apenas em 1660. O próprio Llorente, cuja condição de jansenista já era conhecida, só foi censurado depois de provado sua incorrência em um delito grave. Se há algo que se poderia usar os censores e a suprema ,Considerando o momento histórico não é certamente seu Rigor, mas sim sua excessiva mansidão.

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