A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU O RACISMO CONTRA OS JUDEUS?

A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU O RACISMO CONTRA OS JUDEUS?

Me vi obrigado a fazer este texto por dois motivos, Primeiro pra dar uma informação honesta à quem busca de coração aberto, a segunda é pra mostrar como os anticatólicos tem argumentos frágeis, entre esses sofistas encontra-se o apologista de Wikipédia chamado Pedro Gaião, que comete erros grosseiros, vou mostrar os erros infantis desse sujeito, e mostrar como um simples pesquisador e estudante de história pode desmontar suas falácias.

Este sujeito que tem usado o nome de Pedro frança Gaião, como bom sofista que é, quis afirmar que a peste Negra entrou na Europa por culpa da Irlanda, afirmando que a Irlanda tinha uma espécie de tratado com os vikings, vamos verificar se tem alguma coisa a ver. Eu como um bom adivinho acreditei que ele estava falando do período da morte de Henrique III, também chamado de confessor, e esse período das invasões vikings foram do século VII ao séc IX, quando o rei morreu ocorreu uma disputa, veja bem uma disputa pela coroa inglesa, que foi prometida à um primo, chamado Guilherme o bastardo que vivia na Normandia, se você não sabe a Normandia é na França, e nessa disputa entrou um um líder viking chamado Harald e parece que o rei no leito de morte passou a coroa para um terceiro personagem chamado Haroldo Godwinson que era Anglo-saxão, e lembrando que a peste Negra foi durante o século XII, então você não concorda nem com o período e nem com os personagens da história e muito menos com as disputas, você está totalmente fora de sincronia com tudo, o que é chamado anacronismo, mas tem muito mais, você falou algumas coisas bem desonestas, e depois Sobre vários fatos pessoais e históricos, lembrando também que vietcongs que eu conheço, foram soldados do Vietnã a guerra do Vietnã x EUA, vê se o Google tradutor traduziu direito, ou reveja suas fontes, pois isso soa como ignorância, e pra quem quer falar de história é um erro imperdoável. Lembrando que o auge da peste negra na Europa se deu no século XII, e lembrando que houveram três pandemias na história, uma no Império bizantino no século VI que foi até o século XIX, outra no século XV e uma bem recente no século XIX exatamente na China, lembrando mais uma vez que a peste negra teve o seu auge nos anos de 1300, então as datas e locais de entrada não estão em harmonia com o senhor das mentiras e falácias.

AGORA RESPONDENDO À ACUSAÇÃO DE QUE A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU UM RACISMO CONTRA JUDEUS:

O Pedro França Gaião diz:
O Green já apontou que a perseguição judaica na Espanha foi a primeira forma de racismo moderno cerca de uns 300 anos antes do Racismo Moderno com o Darwinismo Social. Mesmo sendo cristão você era prejudicado por ser de origem judaica”

Eu afirmo:
A falta de honestidade e vergonha na cara de certos pseudo historiadores, causa um grande Conflito de idéias, muitas dessas acusações de que igreja e a Espanha eram racistas, anti-semitas e faziam uma seleção genealógica entre judeus e não-judeus. O que é uma grande mentira, isto causa grande constrangimento, pois, mais tarde também foi comparado ao que Hitler fez na Segunda Guerra Mundial. É um assunto delicado que somente uma pessoa com muita irresponsabilidade ou alguma má intenção pode afirmar isso, então vamos responder às mentiras.

Faz-se necessário compreender o perigo que representavam os hereges, de forma especial os conversos, chamados “judaizantes”, na península Ibérica eram privados de certos cargos em instituições fundamentais do reino e da igreja. Justamente por serem falsos conversos ou CRIPTO-JUDEUS —- como reconhece o próprio Cecil Roth —- esses falsos conversos conspiravam secretamente contra a igreja e o estado sob uma máscara cristã. Ninguém era discriminado como “mouro” ou “judeu”, mas sim como herege. Ninguém melhor e mais acima de qualquer suspeita do que o prestigiadíssimo Sociólogo judeu Bernard Lazare para confirmá-lo: “foram perseguidos, não por serem judeus —- a Igreja queria converter os judeus como testemunho vivo de seu triunfo — mas por incitar à judaização, fosse de forma direta ou inconsciente, pelo mero efeito de sua existência”. Outro exemplo: só se começaram a aplicar os estatutos de sangue na ordem de São Jerônimo quando foram descobertos membros juadaizantes recalcitrantes em suas fileiras; entre estes, casos famosos como o de Frei Alonso de Toledo, Frei Juan de Madrid, Frei García de Zapata e Frei Diegi de Marchena. David Nesta Sebastião Maia.

Era portanto Lógico é necessário que, como medida de precaução e prevenção, fossem excluídos de certas funções. Mesmo assim, se verá na prática que os conversos sinceros — ou ao menos um dos mais proeminentes — não encontrariam qualquer impedimento por causa de seu sangue para exercer cargos importantes.

É necessário ter em conta que naqueles tempos a religião era o fundamento e o coração do reino e da sociedade, o único laço inquebrantável que evitava a divisão e a anarquia que tanto sacudiam aquelas regiões que a haviam subestimado ou ignorado.

Lembrando talvez pela décima vez que, a assim chamada limpeza étnica excluía também os cristãos velhos com antecedentes desfavoráveis. A pureza passava pelo decoro e decência, e não pela linhagem.

Em resposta às teses de B. Lewin e Netanyahu, pai do ex-primeiro-minisro de Israel, afirma um dos mais notáveis discípulos de Américo Castro: “em primeiro lugar, o problema dos cristãos-novos não era de maneira alguma racial: Era, e, em segundo lugar, religioso. Os conversos não foram em momento algum portadores de um estigma biológico indelével”.

Apoio nas palavras do Imortal Carol Baroja, ao dizer que “a ideia da Pureza do sangue era antes de origem Espiritual do que biológica”. O conhecido e insuspeito Historiador judeu Leon poliakov distingue entre o antissemitismo bíblico e o racial, incluindo a Espanha inquisitorial no primeiro grupo. Seu colega espanhol Suárez Fernandes é da mesma opinião, assim como o especialista francês Jean Dumont. O estatuto da limpeza do sangue, segundo conta o pesquisador Messeguer Fernandes, “refere-se ao sangue em sentido moral, Isto é, ao conjunto de sentimentos, opiniões, educação e mentalidade que se transmite no seio da família e enquadra-se em uma sociedade concreta”. Como se faltasse ainda outra opinião em insuspeita e de maior peso, ninguém melhor do que o historiador judeu Y. Baer, o qual em sua conhecidíssima história dos judeus conclui claramente que existiu uma perseguição religiosa, a qual, naturalmente, nada teve a ver com aquela pretensa perseguição racial na qual o homens como Netanyahu baseiam suas teses acusatórias.

Além disso, no caso das declarações de limpeza de sangue, que eram investigações de alto custo econômico, sua veracidade era duvidosa, e sua eficácia relativa, pois haviam sido comprovados vários casos de corrupção por parte daqueles encarregado de realizá-las, agindo a favor ou contra o interessado em troca de dinheiro ou outros favores.

Entre as medidas que o direito canônico dispuseram em sua luta para extirpar a heresia e eliminar sua influência social, encontrava-se a exclusão dos descendentes e hereges de cargos e honrarias. A experiência mostrava abundantemente que os filhos dos hereges, de modo especial, tentavam vingar a seu pai ou algum outro parente processado pela inquisição, inclusive avós e bisavós. Juan de Epserandeu, filho de uma marrano condenado, cuja propriedade havia sido confiscado (“e que, portanto ansiava por vingar-se”, admite Thomas Hope) foi um dos seis assassinos do inquisidor Arbués.

Mas, na prática esta disposição muito raramente foi cumprida. A explicação disso encontra-se no decreto vergentis in seniun de Inocêncio III, onde se afirma claramente que o princípio da transcendência da pena tinha apenas finalidade dissuasiva. Isto é justificado pelo canonista Fernando Pena com uma elocubração que é o fundamento dissuasivo do direito inquisitorial, “porque as sanções que ameaçam os filhos podem evitar que um pai caia na heresia; o amor paterno é tão belo, tão nobre, que os pais temem mais por seus filhos que por si mesmos”. Além disso, é preciso observar que os descendentes desse grupo de acusados sofreram muito pouco a marginalização pela inquisição, pois, como aponta José Martínez millán: “em sua maioria eram já pessoas pobres, que já estavam excluídas da alta sociedade e das honras”. Veja-se o exemplo de Santa Teresa de Ávila, uma das maiores glórias católicas desses tempos cujo avô foi um marrano condenado pela inquisição.

Citando mais alguns casos que nos vem pelo professor Jaime de Salazar. O primeiro trata de uma família de raça e religião Judaica, que permaneceu por dois séculos no topo da hierarquia social da Espanha de seu tempo. “O trabalho de investigação deve-se ao professor Cantera Burgos, publicado em um excelente trabalho a muitos anos. no entanto, uma vez descrita com certo detalhe a trajetória histórica dessa linhagem, cumpre-nos analisar se a origem Judaica, que neste caso está claríssima, fez com que o comportamento familiar fosse em algo distinto do que qualquer outra das famílias da alta nobreza castelhana. Devemos afirmar que não, pois devemos chegar à conclusão de que neste caso, como em outros, as origens familiares não tiveram a mínima influência no posterior desenvolvimento da linhagem”. O mesmo Historiador comenta outro caso: “certamente, consta que no início o primeiro senhor de Punonrostro, e sobretudo sua mulher, eram os judaizantes. No entanto seu filho mais velho era um cristão irrepreensível, e em sua vida, e sobretudo em sua morte atacando os muros do alcázar de Madrid, não se distinguia em nada com qualquer de outros cavaleiros da Corte dos Reis católicos, e o mesmo pode dizer-se de seus descendentes”. O próprio Gerard Dufour, grande inimigo da igreja católica, foi obrigado a reconhecer a vontade que houve da parte dos Reis católicos e da igreja em integrar no judeus e conversos à sociedade Cristã, tomando como prova a grande quantidade de descendentes de judeus que formaram parte do aparato inquisitorial, “onde exerceram uma atividade exemplar (torquemada por exemplo tinha ascendência Judaica)”.

Então, chegamos a conclusão de que há pouco ou Nada de verdade na afirmação de que a inquisição condenava sistematicamente aos descendentes dos hereges, “imprimindo-lhe uma mácula indelével”. chegando a uma conclusão em relação a este tema. É necessário insistir que muito pouco esta medida foi acatada na prática, pois encontramos judeus conversos (nem sempre sinceros) em todas as instituições da península, até mesmo na mais rigorosa do Santo Ofício. Por tudo isso, Henry Kamen chega à conclusão de que esta questão foi totalmente exagerada: “estas regras não obstantes tiveram um impacto muito limitado”.

Através do testemunho de vários autores insuspeitos, em que nos vimos que não há nenhum sinal de racismo neste tribunal espanhol. Caso restasse alguma dúvida, nada melhor que apresentar o resultado dos trabalhos realizados pelos historiadores Tedeschi —- de origem Judaica —, Henningsen, Contreras e o francês Dedieu, o qual revela, a partir do estudo de mais de 44.000 relatos de casos, que o Santos Ofício, espanhol, a partir da metade do século XVI, converteu-se em um tribunal para julgar cristãos-velhos. Das sentenças pronunciadas entre 1550 e 1700, 60% já não eram casos de Marranos, mouros ou protestantes. José Martinez Milán, por sua vez, observa que o maior número de acusados, segundo as últimas pesquisas, que correspondem ao delito de “solicitação”, delito mais próprio de cristãos velhos. Por sua vez, Doris Moreno, reconhecida especialista em inquisição, observa que esta, “durante o reinado de Felipe II, processou cerca de 25 mil pessoas. Entre os acusados estão luteranos e suas teses heréticas, seguidos pelos mouros (…); os judaizantes não são mais do que mil e quinhentos, e isso naturalmente pelo impacto da anexação de Portugal” Outros estudos recentes assinalam que, por exemplo, no tribunal de Granada, entre 1500 e 1599, a grande maioria dos processos correspondem aos delitos de luteranismo, em menor proporção aos muçulmanos e apenas 9% provém de hereges judaizantes.

Não é de Pouca importância a observação de Jean Dumont em seu processo contraditório à inquisição espanhola: afirma-se que isto se fez sobre a base de uma atitude racista, e em concreto antissemita? Isto é um disparate, uma grande mentira. Pelo contrário, a cultura espanhola do século de ouro foi obra da maior miscigenação possível entre judeus conversos e cristãos velhos. É certo que muitas das grandes personalidades deste século de ouro foram conversas ou descendentes de conversas.

O breve período em que a Inquisição e a Espanha puseram essa prática entre em funcionamento deveu-se estritamente as razões extraordinárias de segurança interna, como a que se refere a subversão exercida pelos falsos conversos nos setores principais do estado e da igreja.

Uma vez solucionado o problema dos conversos, tais disposições foram deixadas de lado pela igreja e pela Espanha, o que demonstra uma vez mais seu princípio social e religioso.

Não se pense que nas regiões protestantes os judeus tinham melhor sorte. Apenas em 1858 é que se permitiu a um judeu fazer parte da câmara dos comuns (O parlamento inglês), sendo Lionel Rothschild o primeiro. Vemos assim como, mais de 20 anos após a abolição definitiva da Inquisição, na Inglaterra anglicana ainda se impedia aos judeus, e também a vários conversos, o exercício desse tipo de funções. Já foi mencionado algo a respeito do tratamento que alguns líderes protestantes dispensaram os judeus: perseguições, assassinatos, difamações, expulsão etc.

Vamos falar da proteção que a igreja concedeu aos judeus. Temos vários momentos em que os monarcas os pontífices e os clérigos, se manifestaram claramente e por diversas vezes em apoio para socorrer os judeus, que por muitos momentos passaram por lixamentos populares, um desses exemplos é o Levante antissemita de 1391, como reconhece Cecil Roth,as autoridades cristãs Prenderam alguns dos membros mais turbulentos da Revolta, e fizeram com que fossem açoitados e encarcerados. É conhecido também o caso de Alfonso de Aragão, Arcebispo de saragoça, que ao ser informado das perseguições que naquele momento tinham lugar – do Povo contra os conversos -, tomou seu cavalo e, dirigindo-se ao povo enfurecido, advertiu-lhes de que “cairia sobre os agressores todo o Rigor da Lei”, conseguindo assim fazê-los desistir. Entre outras normas ditadas por Isabel em favor dos judeus, encontra-se uma anulação do Conselho de Bilbao que lhes proibia a entrada na cidade. Em 1478 deu proteção à aljama – gueto ou bairro judeu – de Sevilha, determinando, um ano mais tarde, que se respeitasse a autonomia judicial de aljama de Ávila. Também decretou que os judeus expulsos de balmaseda Voltassem à localidade, que se proibissem a um dominicano de segóvia os sermões anti-judeus, e outras medidas favoráveis aos judeus de Leão, Vitória e orense. A legislação de 1235, que obrigava os judeus a levarem sobre seus corações o distintivo Amarelo não pôde ser aplicada, apesar de haver sido aprovada pelas cortes de Castela de 1371 e ad de Madrid em 1405. Também reconhece o historiador judeu recém-citado que o código de Alfonso o sábio (as sete partidas), que continha, segundo Cecil Roth algumas políticas anti-semitas, so foi imposta “local e esporadicamente”: suas atividades [dos judeus] culturais continuaram desenvolvendo-se tranquilamente e, salvo ataques ocasionais violentos e localizados, suas vidas e suas propriedades estiveram em geral a salvo. (isto você encontra na obra de Cecil Roth, os judeus secreto história dos marranos).

Isso tudo só vem a demonstrar e afirmar cada vez mais, que era o povo e suas cortes, que juntas, que muitas vezes que exigia as medidas de maior Rigor contra os judeus, em contraposição à igreja e à coroa, infinitamente mais pacientes. As disposições de prevenção sobre os judeus ditados em 1408 por Fernando o católico, mal foram cumpridas. Recordemos que Papa Clemente VI havia defendido os judeus perante a porção do povo que usa acusada de envenenar os poços d’água, fazendo notar que a praga havia sido igualmente mortal onde não havia nenhum judeu, e ameaçando com a excomunhão aos que persistissem em colúnias semelhantes.

Vários tratadistas e historiadores judeus reconheceram que em nenhum lugar os judeus foram mais bem tratados do que na Espanha, alguns já foram citados, enumeralos aqui deixaria o texto muito grande, e também reconheceram a constante proteção recebida pelos judeus Por parte dos Monarcas e dos pontífices. O mesmo se disse de Roma, pois os Papas sempre os ampararam e protegeram. A sorte do povo Judeu fora da Espanha seria totalmente diferente, como já abordei em outros estudos. Sobre este fato não existem dúvidas. Basta ver o agradecimento e reconhecimento à Espanha de um notável conselho de rabinos, manifestado nas atas do Sinédrio convocado por Napoleão em 1807.

AS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS ATRAVÉS DOS SÉCULOS.

Através deste textos, e outros, que já foram produzidos e ainda serão produzidos, temos apenas a intenção de mostrar as questões das perseguições, nem é preciso dizer, estiveram presentes, da mesma forma que as expulsões, em toda época e lugar, contra e entre diferentes povos.
Com relação às sofridas pelos judeus, devem-se colocar na vanguarda algumas seitas pagãs e muçulmanas, e certos hierarcas protestantes como Lutero, o qual, segundo o historiador judeu Poliakov, foi “provavelmente o maior antissemita da história”, embora nem sempre tenha sido assim. No princípio, o contraditório apóstata alemão manifestou-se como “amigo” dos judeus, aos quais deviam em boa parte a Reforma. Sua prosa, tão transbordante de servilismo e adulação dos judeus como de desprezo para com a Igreja, demonstra-o claramente, como cita Enciclopédia judaica

Nossos tolos, os papistas, os bispos, os sofistas e os monges trataram tão mal os judeus, que um bom cristão deveria, falando propriamente, converter-se em judeu; e se eu fosse israelita e visse aqueles que administram e ensinam a fé cristã, preferia converter-se em porco antes de chegar a ser cristão.

Esta situação mudou radicalmente quando a maioria dos judeus recusou converter-se ao luteranismo. O que o hierarca protestante não havia levado em conta, como observa Lazare, é que os judeus “continuavam a ser o povo obstinado da Escritura, o povo de cabeça dura, rebelde às solicitações, tenaz e intrepidamente fiel a seu Deus e sua Lei”. Por causa desta recusa, Lutero converteu-se em feroz inimigo dos judeus, publicando duas obras violentamente antissemitas que clamavam por seu extermínio, a queima das sinagogas, a perseguição, etc. O primeiro texto — ou libelo — foi sobre os judeus e suas mentiras (1542), e pouco depois foi publicado o Schem Hamephoras. Lutero, segundo relata seu apologista Seckendorff, destruir suas casas, tirar-lhes os livros de orações, o Talmude, e até mesmo os livros do Velho Testamento, proibir os rabinos de ensinarem, e obrigar–lhes a ganhar a vida por meio de trabalhos penosos”. Na sequência, referir-se-á aos judeus, turcos e “papistas” como “mentirosos e demônios”. Mais à frente falaremos um pouco mais sobre a intolerância protestante.
Por sua vez, a indignação popular e as revoltas contra judeus foram bastantes comuns nas regiões dominadas pelos reformistas. Poliakov relata o caso ocorrido na Inglaterra em 1753, quando “surgiu” uma revolta popular de uma violência inusitada, poucas vezes igualada nos anais da história inglesa”. É um caso particularmente significativo, se se observa que, desde muito tempo antes, não se registravam nas regiões católicas massacres contra os judeus.

O RACISMO JUDEU E AS REVOLTAS POPULARES

As revoltas populares contra os judeus e conversos foram contidas, em grande medida, graças à enérgica ação dos sacerdotes e à firmeza da autoridade real, e por fim, de forma definitiva, quando se estabeleceu a inquisição.

A corrupção e o relaxamento nos tribunais de justiça seria solucionado graças ao ímpeto e vontade de Isabel: mesmo ocupada na solução de tantos problemas imediatos, encontraria tempo lugar para assegurar-se de que todos os cidadãos tivessem Justiça rápida e gratuita, em todas as causas cíveis e criminais, administrando-a pessoalmente junto a um grupo de secretários e conselheiros. Apenas sua presença e as suas advertências que dirigiu contra aqueles funcionários relaxados já seriam suficientes para fazer-los compreender que os reis católicos — ao contrário de alguns de seus antecessores — iriam governar para todos, tanto para o povo quanto para os diferentes segmentos da sociedade. A inquisição, definitivamente, se encarregaria de em grande parte de erradicar os privilégios que os grandes da Espanha utilizavam muitas vezes em detrimento dos mais pobres, passando inclusive por cima dos Reis. Como diz o Historiador espanhol Serrano Plaja, que com os católicos, “os reis Foram pela primeira vez na Espanha, Reis; estado,e a política, política de nação, e não de um clã particular. Comenta Charles Lea uma anedota que põe em evidência esta realidade: “os dois simples Frades falaram com descarada Audácia aos grandes, acostumados a tratar a seus soberanos quase como iguais, uma Audácia que deve ter parecido incrível, mas a qual a Espanha com tempo seria acostumada pelo Santo Ofício”.

Nas palavras de Dom Marcelino menéndez y pelayo: a Espanha, evangelizadora da metade do orbe; Espanha, Martelo dos hereges, luz de Trento, espada de Roma, berço de Santo Inácio(…); essa é a nossa grandeza e nossa unidade; não temos outra. O dia em que acabe de perder-se, a Espanha voltará ao canto nanismo 2 areva cos2x É 2 ou 2 Reis de Taipas.

O RACISMO JUDEU

Verdadeiramente racistas foram — e continuam sendo — os estatutos empregados pelos judeus.

Não entrar no tema das perseguições que sofrem hoje em Israel os cristãos e não judeus, que são, antes de tudo e em primeiro lugar, promovida e amparadas pelo próprio estado Judeu. Tampouco vamos fazer referência ao extermínio sistemático de civis e dissidentes palestinos. Nada se diz a acerca da minuciosa seleção racial que o atual Parlamento israelense emprega para eleger seus membros (um dado bastante significativo que expressa bem esta realidade é o caso de Israel, cujo parlamento é 99% ocupado por judeus, Apesar destes constituírem pouco mais da metade da população total daquele país. Compare por exemplo, com o caso da Argentina, onde, constituindo menos de 1% da população ocupam direta ou indiretamente os postos mais relevantes de sua política). Basta perceber na atual teocracia israelense os traços proeminentes de um regime tipicamente totalitário, racista e fundamentalista; fato denunciado inclusive por homens honestos Judeus como Noam Chomsky e Israel shamir, junto a importante comunidade de judeus ortodoxos.
Para podermos, verdadeiramente falar de estatutos raciais devemos buscar a história do judaísmo, algo que não deveria surpreender, dada a excessiva importância histórica atribuída pelos judeus a questão racial, conforme os ensinamentos da Torá — e muito especialmente os que vêm do talmud — que manda, entre outras prescrições, não casar com mulheres estrangeiras. Como bem reconhece Kuzntezky, que é um Historiador mais próximo à linha Judaica do que à neutralidade, inclusive os judeus assumidos apoiavam e consideravam convenientemente aplicação dos estatutos de pureza de sangue pela inquisição, pois eles mesmos, mais do que ninguém, queriam conservar pura sua raça, detestando profundamente aqueles conversos que se uniram a cristãos. O afã de manter pura a própria origem semítica está abundantemente expressado no antigo testamento, e com muita frequência na literatura dos judeus espanhóis, vieram os judeus Alessandra tu és muito Santa tomamos ter como a noiva de Nobre linhagem apreciarmos Tim como o ouro no pescoço (Américo Castro a realidade histórica da Espanha editorial Rua México 1966.
Outro preceito, expressão do particularismo judeu e da força isoladora da Lei, diz: “não contrairás matrimônio com esses povos, não darás tuas filhas aos seus filhos nem tomaras as suas filhas para os teus filhos Deuteronômio 7,3. O livro de Esdras Capítulo 2 dá uma lista daqueles que vieram a Jerusalém após o cativeiro da Babilônia, com suas linhagens e suas origens. Os sacerdotes deviam mostrar o registro de sua ascendência, ou seja, seu comprovante de pureza de sangue. Os filhos de certos sacerdotes “buscaram os registros de suas genealogias, e não o encontraram; e foram afastados do sacerdócio” Ezequiel 2,62 e Neemias 7,63.
O hispanista Ramiro de Maetzu, da mesma opinião, concebe o judaísmo como uma comunidade é racista, em segundo lugar, talvez, religiosa. A prova, está em que, em primeiro lugar não querem prosélitos. Conta Isabel Friedllander que, quando estes eram admitidos, ‘era sempre sob condições expressa de que com isso abandonavam o direito de ser judeus por raça’. Por essa razão foram rechaçados os samaritanos, que professavam sua religião mas não procediam de seu sangue. É, por outro lado, um judeu continua sendo judeu quando ele renuncia de sua fé. Precisamente por isso fomos obrigados a estabelecer a inquisição. Não podíamos confiar em sua suposta conversão, pois a história nos ensina que os judeus pseudo-cristãos, pseudo-pagãos ou pseudo-mulçumanos, que adotaram quando lhes convinha uma religião estranha, voltam à sua própria religião quando se lhes apresenta uma ocasião favorável, ainda que tenham de esperar por ela durante várias gerações. O filósofo Immanuel Kant expressava-se em termos similares, dizendo: “o judaísmo não é propriamente uma religião, mas simplesmente a associação de algumas pessoas de uma origem comum, constituídas em uma República com o Amparo de leis puramente política; portanto, não formam uma igreja (…). O judaísmo está muito longe de ter sido a Igreja Universal durante algum tempo; é mais adequado dizer que excluiu a todo o gênero humano de sua comunhão; considerava-se o povo escolhido de Javé, provocando assim a inimizade de todos os povos e incitando a sua própria inimizade Contra Eles”, por sua vez, Roy Schoeman, escritor e teólogo convertido em 1992, explica claramente os fundamentos do etnicismo religioso judaico: “A nova aliança é uma aliança através da fé. É através da fé que alguém se torna e se mantém membro. Embora os sacramentos fortaleçam e confirmem o membro na Aliança, ao mesmo tempo que lhe trazem inumeráveis Graças, não são eles em si a essência, como o prova o fato de que o batismo de desejo sempre existiu desde os primeiros dias da igreja. A antiga aliança dado aos judeus, ao contrário, é uma aliança através do sangue, da descendência, no clan genealógico que começou com filho de Abraão e Isaac. É mais uma identidade étnica do que um grupo de crenças. A conversão ao judaísmo consistia não tanto em adotar certas crenças (as quais são também necessárias), quanto em ser adotado pelo clã dentro da comunidade de Israel.
O status social é de tal importância para os judeus que podem encontrar-se expressões de racismo manifestos entre os de seu próprio grupo, como o caso dos judeus sefarditas, que têm inimizades, às vezes mortal, com os asquenazes. Leon poliakov, Historiador judeu considerado um dos maiores especialistas no tema do antissemitismo, dedicou grande parte de suas obras a este assunto em particular. No terceiro Volume de seu trabalho história do antissemitismo, menciona casos Que surpreenderam Há muitas pessoas assim por exemplo o caso do médico judeu português do Duque de Hannover, o qual se manifestava, assim como seus correligionários, não querer ter nenhum tipo de relacionamento com judeus alemães(asquenazes), “por causa de sua imundícia e fedor” conta polyakov ,citando uma carta do judeu Bortoles Pinto, em resposta ao antissemitismo de Voltaire, que o divórcio do judeu português dos outros judeus alcança Tais extremos que, se um judeu português contraísse matrimônio com uma judia alemã, tanto na Holanda como na Inglaterra já não seria aceito como membro de sua sinagoga e perderia todas as suas prerrogativas, assim como todo tipo de Privilégio eclesiásticos e civis. “seria considerado como absolutamente separado do corpo da Nação, e nem sequer poderia ser enterrado junto a seus irmãos Portugueses.

LEMBRANDO QUE ATE DEUS PERDEU A PACIÊNCIA COM OS JUDEUS

Pois até Deus perdeu a paciência com os judeus, como querem cobrar tolerância dos Reis católicos e da Igreja? Vejamos:( 2cronicas 36,”11.Sedecias tinha a idade de vinte e um anos quando foi elevado ao trono; reinou onze anos em Jerusalém. 12.Fez o mal aos olhos do Senhor, seu Deus, e não se humilhou diante do profeta Jeremias que lhe tinha vindo falar da parte do Senhor. 13.Revoltou-se contra o rei Nabucodonosor, que, contudo, lhe tinha feito prestar um juramento em nome de Deus. Endureceu a cerviz e tornou inflexível seu coração para não se converter ao Senhor, Deus de Israel. 14.Todos os chefes dos sacerdotes e o povo continuaram a multiplicar seus delitos, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo que o Senhor tinha consagrado para si em Jerusalém. 15.Em vão o Senhor, Deus de seus pais, lhes tinha enviado, por meio de seus mensageiros, avisos sobre avisos, pois tinha compaixão de seu povo e de sua própria habitação; 16.eles zombavam de seus enviados, desprezavam seus conselhos e riam de seus profetas, até que a ira de Deus se desencadeou sobre o seu povo, e não houve mais remédio.”

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