A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS? PARTE II

A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS?

• PARTE II

• (A maçonaria e o terror)
• Os maçons, apóstolos da grande revolução, conseguiram separar, na opinião pública, os três Imortais princípios de 1789 dos excessos do terror. Explicam, portanto, os massacres de 1792 como fatos reprováveis, devidos unicamente a um excesso de entusiasmo na aplicação dos referidos princípios (principalmente os da Fraternidade!).

• Contudo, a Maçonaria, sociedade filantrópica e humanitária, teve a sua parte de responsabilidade na organização do terror.

• Possuímos sobre este ponto testemunhos formais: o de Bertrand de Molleville, Ministro de Luís XVI, o do maçom Marmontel e também o de Duporte, o mais cruel e encarniçado de todos, o autor do plano revolucionário do terror e cujos crimes foram preparados, principalmente pela comissão de propaganda da loja dos “amigos reunidos”.

• OS ESCRITOS DE MARMOTEL:

• “O dinheiro e, mais do que tudo, a esperança da pilhagem são importantes entre este povo. Acabamos de verificar, no subúrbio de Santo Antônio, onde, com incalculável facilidade, o Duque D’ Orleans conseguiu que fosse saqueada a manufatura desse honrado revellion que, no mesmo subúrbio, provia a subsistência de 100 famílias. Mirabeau sustenta, zombeteiramente que, com um milhão de Luíses é possível armar uma boa sedição.

• “Teremos de Recear a hostilidade da maioria da Nação que ignora os nossos projetos e Pode não estar disposta a prestar nos o seu concurso?”

• “É claro que, nos seus lares, nos seus escritórios, nos seus gabinetes, nas suas oficinas, a maior parte desses pacato cidadão deve achar muito ousados esses planos destinados a perturbar-lhe o descanso e os divertimentos. Mas a sua desaprovação será tímida e discreta. Sabe porém, a nação o que quer? Faremos eles dizerem e querer o que nunca pensaram. E se duvidar, lhe Responderemos, como Crispim ao legatário: ‘ É a vossa letargia’.

• “A nação é um grande rebanho, ocupado só em pastar e que, com o auxílio de bons cães, os pastores podem dirigir a seu bel-prazer. Afinal, é para seu bem o que se quer, à sua revelia. Nem o antigo regime, nem o culto, nenhum os costumes, nenhum dos seus antiquados preconceitos merecem consideração. Tudo isso causa pena e vergonha há um século como o nosso; e, para traçar o novo plano, é indispensável limpar o terreno.

• “Para nos impormos à burguesia, teremos, se for necessário, essa classe que não tem nada a perder com a mudança e espera, pelo contrário, ter tudo a ganhar.

• “Para amotiná-la, contamos com os móveis mais poderosos: a carestia, a fome, o dinheiro, os boatos de alarme e de terror e o Delírio de medo e de Cólera com que se impressionam os espíritos.

• “A burguesia só produz oradores elegantes; todos eles nada são, comparados com esses Demóstenes a um escudo que, nas tabernas e nas praças públicas, nos Jardins e nos cais, anunciam estragos, incêndios, aldeias saqueadas e inundadas de sangue e conjurações para sitiar e esfomear Paris.

• “Assim o requer o movimento social. Que se obteria do Povo, amordançando-o com os princípios de honradez e de Justiça? Os homens de bem são fracos e tímidos; só os velhacos são resolutos. A vantagem do Povo, nas Revoluções, é não ter moral. Quem pode resistir a homens, para quem todos os meios são lícitos? Nem uma só das antigas virtudes nos serviria. O povo não precisa delas ou as requer de outra têmpera. Tudo o que é necessário para a Revolução, tudo o que lhe é útil, é justo: eis o grande axioma”.

• desde o princípio da revolução, para se proteger, a Maçonaria ordenará o fechamento de todas as lojas. Mas esta supressão aparente, simples medida de precaução, não lhe prejudicava a atividade, pois as lojas secretas continuavam a existir, como no passado, e as outras eram substituídas pelos clubes. Esta circunstância foi confirmada por um estudo de uma ação schaffer, publicado Em 1880, no boletim maçônico da loja simbólica escocesa.

• Não esqueçamos, aliás, que o papel da Maçonaria propriamente dito é mais criar o Estado de Espírito revolucionário do que combater abertamente, a testa de um movimento.

• A Maçonaria criar a esse estado de espírito e lançará os seus homens ao ataque. Estes, impregnados de princípios maçônicos, aplicaran-nos na Revolução, sem que fossem necessariamente dirigidos pela seita.

• Podemos observar que Adriano Duport conseguiu que a constituinte adotasse a emancipação dos judeus; antes de obter Este resultado, fizera 14 tentativas e só na véspera do encerramento da Assembleia a lei foi votada, depois que Régnault de SaintJean d’angely disse:

• “Requeiro que sejam chamados a ordem todos os que falarem contra essa proposta, pois estarão combatendo a própria Constituição”.

• O que significava: combater o judeus é combater a revolução. Vejamos agora qual foi o papel da maçonaria na França de 1793 aos nossos dias.

• Pela sua demasiada rapidez, a Maçonaria viu malograrem-se os seus fins. O problema foi o excesso do terror que provocou uma violenta reação no país. A Maçonaria Então fez o melhor que podia, reassumiu a sua atitude filosófica e observadora da Ordem Social.

• Apoio, portanto, Napoleão que, Aliás a serviu, espalhando o espírito revolucionário pela Europa inteira; ele proclamava com razão:
• “Consagrei a revolução; incorporei-a às leis”.

• “Semeei copiosamente a liberdade, por toda parte onde implantei o meu código civil”.

• Numa palavra, Napoleão foi, para a Europa, o que a Revolução havia sido para a França.

• “Enquanto Bonaparte, General, foi o servidor da revolução, a Maçonaria francesa celebra-o unicamente como o Pacificador que, repelindo o estrangeiro, coloca-o na impossibilidade de prejudicar o desenvolvimento da República”.

• Os dois pontos importantes para a Maçonaria era a separação da igreja e do Estado e a supressão da monarquia absoluta. O regime constitucional foi, pois, instaurado na França e, com ele, a Maçonaria continuava a dominar.

• “Luiz XVIII, diz Bazot, secretário do Grande Oriente da França, concede A Carta; é o governo constitucional; este princípe protege-nos”.

• Em 1861, deu-se a cisão definitiva, após a nota do Senado relativa a manutenção do poder temporal do Papa. Os desastres de 1870 precipitaram os acontecimentos: a Maçonaria foi impedida a uma ação rápida do que teria desejado. Repetindo a experiência de 1789, quis com a violência da comuna, retomar as rédeas do governo. A 26 de abril de 1871, 55 lojas, um ar de 10.000 maçons, chefiados pelos seus dignatários, ostentando as suas insígnias, percorreram em cortejo os baluartes, onde achar um 62 das suas Bandeiras. Saudando, no Paço Municipal, o poder revolucionário, o maçom Tiriforque dissera aos amotinados:

• “A comuna é a maior das revoluções que o mundo pôde contemplar”.

• Isto deveu-se com a licença do termo, “a um monarca leigo”, leigo porque ele levou a França no caminho da revolução, era um império que seguia como uma república legal, este homem foi Napoleão III, um monarca bem estranho. Os Monarcas procuravam fazer esquecer o passado, este se vangloriava de ter sido elevado ao trono para demolir as monarquias Inclusive a sua.

• A Civilização Moderna

• A necessidade de suprimir a Igreja para assegurar o triunfo da civilização moderna foi o que Waldeck-Rousseau tinha dado a entender no discurso de Toulouse. Foi o que Viviani disse brutalmente, em 15 de janeiro de 1901, do alto da tribuna.

• “Estamos encarregados de preservar o patrimônio da Revolução de todo atentado… Apresentamo-nos aqui carregando em nossas mãos, além das tradições republicanas, essas tradições francesas atestadas por séculos de combate, nos quais, pouco a pouco, o espírito laico foi se insinuando nas fissuras da sociedade religiosa… Nós não estamos apenas frente à frente com as congregações, nós estamos frente à frente com a Igreja Católica… “Acima deste combate de um dia, não paira, mais uma vez, esse conflito formidável em que o poder espiritual e o poder temporal disputam prerrogativas soberanas, tentando, ao conquistarem as consciências, manter até ao fim a direção da humanidade?

• “Como eu dizia no início, credes que esta lei nos leva à última batalha? Mas esta é apenas uma escaramuça em relação às batalhas do passado e do futuro! A verdade é que aqui se reencontram, segundo a bela expressão do Sr. de Mun, em 1878, a sociedade baseada na vontade do homem e a sociedade baseada na vontade de Deus. Trata-se de saber se, nessa batalha, uma lei sobre as Associações vai ser suficiente para nós. As Congregações e a Igreja não vos ameaçam apenas por suas intrigas, MAS PELA PROPAGAÇÃO DA FÉ… Não temais as batalhas que se vos oferecerão, ide; e se encontrardes diante de vós essa religião divina que torna poético o sofrimento mediante promessa de reparações futuras, oponde-lhe a religião da humanidade que, ela também, torna poético o sofrimento, oferecendo-lhe como recompensa a felicidade das gerações.”

• Eis aí a questão claramente posta.

• Ouvem-se nessas palavras menos os pensamentos pessoais de Viviani do que os da seita anticristã. Ela declara lutar há séculos contra a Igreja Católica: ela se vangloria de já ter obtido que o espírito laico se insinuasse pouco a pouco nas fissuras da sociedade religiosa; diz que, no esforço feito para destruir as congregações, ela empenha apenas uma escaramuça, e que, para garantir o triunfo definitivo, ela deverá aplicar-se a novas e numerosas batalhas.

• Em seu nome, Viviani declara que na batalha atual trata-se de coisa muito diferente da “defesa republicana”, de um lado, e da aceitação da forma de governo, do outro. Eis do que se trata: “insinuar o espírito laico nas estreitezas da sociedade religiosa”, “tomar as rédeas da humanidade”, “e destruir a sociedade baseada na vontade de Deus, para construir uma sociedade nova, baseada na vontade do homem”.

• Eis por que a guerra declarada contra as congregações é apenas um alistamento. A verdadeira campanha é aquela que põe frente a frente a Igreja Católica e o Templo maçônico, isto é, a Igreja de Deus e a Igreja de Satã, conflito formidável do qual depende a sorte da humanidade. Durante o tempo em que a Igreja estiver de pé, Ela propagará a fé, Ela colocará no coração dos que sofrem – e quem não sofre? – as esperanças eternas. É somente sobre suas ruínas, pois, que se poderá edificar “a religião da humanidade, que promete a felicidade sobre esta terra”.

• A continuação da discussão, no Senado assim como na Câmara, apenas acentuou a importância dessas declarações. Algumas curtas citações mostrarão que o discurso de Waldeck-Rousseau e de Viviani têm exatamente o significado que acabamos de dar.

• Jacques Piou: “Aquilo que os socialistas querem, Viviani disse-o outro dia, sem rebuços, é arrancar as consciências do poder espiritual e conquistar a direção da humanidade”. O orador é interrompido por um membro da esquerda que lhe grita: “Não são somente os socialistas que o querem, são todos os republicanos”. Piou não o contradiz. Ele lê um discurso em que Bourgeois afirmara: “Desde que o pensamento francês se liberalizou, desde que o espírito da Reforma, da Filosofia e da Revolução entrou nas instituições da França, o clericalismo é o inimigo”. Bourgeois interrompe; Viviani replica: “A citação que fiz é exata, e Bourgeois mantém-na por inteiro. Ele a mantém porque ela constitui o fundo de seu pensamento; ela explica seu ardor em sustentar a lei sobre as associações, porque a lei sobre as associações é a vitória do espírito da Revolução, da Filosofia e da Reforma sobre a afirmação católica”.

• Na sessão de 22 de janeiro, Lasies repõe a questão em seu verdadeiro terreno, nestes termos: “Há duas frases, direi dois atos, que dominam todo este debate. A primeira frase foi pronunciada por nosso nobre colega Viviani. Ele disse: ‘Guerra ao catolicismo!’ Levantei-me e respondi-lhe: ‘Obrigado, eis o que é franqueza!’ Uma outra palavra foi pronunciada, é esta pelo digno Léon Bourgeois. A convite de Piou, Bourgeois afirmou novamente que o objetivo que ele persegue com seus amigos é substituir o espírito da Igreja, isto é, o espírito do catolicismo, pelo espírito da reforma, pelo espírito da Revolução e pelo espírito da razão.

• Quais devem ser essas medidas? Para onde devem tender? Viviane disse: “substituir a religião católica pela religião da humanidade”, ou segundoa fórmula de Bourgeois, “dar ao espírito da revolução, da filosofia e da reforma, a vitória sobre a afirmação Católica”: a afirmação Católica que mostra o fim do homem além deste mundo e da vida presente, e o espírito da filosofia e da revolução, que limita o horizonte da humanidade à vida animal terrestre. À grande questão é que essas palavras não foram pronunciadas em uma loja maçônica, mas foram foram ditas no congresso Francês, esta é uma questão que realmente deve ser levada a sério.

• Viviane ainda afirmou: ” Não estamos somente enfrentando o congresso, nós estamos face a face com a Igreja Católica”, para combatê-la, para dedicar-lhe uma guerra de EXTERMÍNIO.

• Em junho de 1903, a Verité Francaise relatava que Robótica, numa conversa íntima, falará da mesma maneira: “sei o que se prepara; conheço os detalhes as malhas da vasta rede que esta estendida. Muito bem, se a Igreja Romana escapar desta vez na França, isto será um milagre, milagre tão deslumbrante a meus olhos que me farei Católico convosco”.

• Nós vimos esse milagre no passado, e o veremos no futuro. Os jacobinos podiam crer-se muito seguros, mais seguros mesmo do sucesso do que nossos livre-pensadores; eles tiveram de reconhecer que se tinham enganado… e eles não se converteram. “Vi, disse Barruel em suas Mémoires, vi Cerutti acercar-se insolentemente do secretário do Núncio de Pio VI, e com uma alegria ímpia, com o sorriso da piedade, dizer-lhe: “Protegei bem vosso Papa; protegei bem este, e embalsamai-o bem após sua morte, porque eu vos anuncio, e podeis estar bem certo disto, não tereis outro”. Ele então não adivinhava, esse pretenso profeta, continua Barruel, que ele apareceria antes de Pio VI perante o Deus que, apesar das tempestades do jacobinismo, como apesar de tantas outras, nem por isso não estará menos com Pedro e Sua Igreja até o fim dos séculos”.

• Viviani disse que se a maçonaria queria aniquilar a Igreja, o seu objetivo era poder substituir a religião de Cristo pela religião da humanidade.

• Constituir uma nova religião, a “religião da humanidade”, é, com efeito, nós o veremos, o objetivo para o qual a franco-maçonaria direciona o movimento começado na Renascença: a libertação da humanidade.

• Numa obra editada em Friburgo, sob o título A deificação da humanidade, ou o lado positivo da franco-maçonaria, o padre Patchtler bem demonstrou o significado que a maçonaria dá à palavra “humanidade” e o uso que dela faz. “Essa palavra, diz ele, é empregada por milhares de homens (iniciados ou ecos inconscientes dos iniciados), num sentido confuso, sem dúvida, mas sempre, entretanto, como o nome de guerra de um certo partido para uma certa finalidade, que é a oposição ao cristianismo positivo. Essa palavra, na boca deles, não significa somente o ser humano por oposição ao ser bestial… ela coloca, em tese, a independência absoluta do homem no domínio intelectual, religioso e político; ela nega todo fim sobrenatural do homem, e requer que a perfeição puramente natural da raça humana seja encaminhada pelas vias do progresso. A esses três erros correspondem três etapas na via do mal: a Humanidade sem Deus, a Humanidade que se faz de Deus, a Humanidade contra Deus. Tal é o edifício que a maçonaria pretende erguer no lugar da ordem divina que é Humanidade com Deus.

• Quando a seita fala da religião do futuro, da religião da humanidade, é este edifício, este Templo que tem em mente.

• Em 1870, por volta do fim de julho e começo de agosto, realizou-se em Metz um congresso do qual participaram as lojas de Strasbourg, Nancy, Vesoul, Metz, Châlons-sur-Marne, Reims, Mulhouse, Sarreguemines, numa palavra, todo o Leste. A questão do “Ser supremo” foi colocada, e as discussões que se seguiram propagaram-se de loja em loja.

• Para resumir, o Monde Maçonnique, edições de janeiro e maio, fez a seguinte declaração: “A franco-maçonaria nos ensina que não há senão uma só religião verdadeira, e por conseguinte uma só natural, o culto da humanidade. Porque, meus irmãos, Deus, essa abstração que, erigida em sistema, serviu para formar todas as religiões, nada mais é do que o conjunto de todos nossos instintos mais elevados, aos quais demos um corpo, uma existência distinta; esse Deus é apenas o produto de uma concepção generosa, mas erroneamente, da humanidade, que se despojou em benefício de quimera”. Nada mais claro: a humanidade é Deus, os direitos do homem devem substituir os da Lei Divina, o culto dos instintos do homem deve tomar o lugar daquele rendido ao Criador, a procura do Progresso nas satisfações dadas aos sentidos deve substituir as aspirações da vida Futura.

• A Maçonaria começa a abandonar o véu e, em toda parte, celebra o seu Triunfo. Já em setembro de 1893, o Martin, que é considerado o reflexo das ideias predominantes no seio do Grande Oriente, diz francamente não dos seus artigos:

• “Pode-se afirmar, sem ousadia, que a maior parte das leis que estão subordinados os franceses — referimo-nos às grandes leis políticas — antes de aparecerem no officiel, foram estudadas pela maçonaria”.

• Acrescentava:

• “As leis sobre o ensino primário, sobre o divórcio e, entre outras, a lei sobre o serviço militar para os seminaristas alcançaram-se na rua Cadet (sede do Grande Oriente) para o palácio Bourbon: voltaram invioláveis e definitivas”.

• E concluía com este brado de triunfo:

• “Somos ainda onipotentes, mas com a condição de sintetizarmos as nossas aspirações numa fórmula. Durante 10 anos, avançamos, repetindo: ‘O clero é o inimigo!’ Temos, por toda parte, escolas leigas, os padres foram reduzidos ao silêncio, os seminaristas são soldados. Não é um resultado vulgar, para uma nação que se denomina a ‘filha predileta da igreja’. (Artigo do Marinheiro citado pela “maçonaria desmascarada; setembro 1893; Págs, 322-325).

• Na convenção de 1894, foi adotado o voto seguinte, publicado pela coleção Maçônica, página 308:

• “Todo profano admitido a receber a luz deverá antes Assumir o compromisso seguinte: seja qual for a situação política ou de qualquer outra Espécie a que possa chegar um dia, prometo pela minha honra, responder a toda convocação da Maçonaria e defender, por todos os meios ao meu alcance, todas as soluções dadas por ela às questões políticas e sociais”.

• Essa intromissão da Maçonaria nos negócios do Parlamento e o domínio exercido sobre grande número de deputados e senadores afirmou-se ainda mais, no ministério Herriot, após as eleições de 1924, nas quais resultou a vitória do Cartel.

• “Que é o Cartel? É, há mais de 30 anos e sob diferentes formas, a coalizão do partido socialista-radical e do partido coletivista S.F.I.O., aliança travada no seio da Maçonaria que é, desde 1871 a verdadeira Senhora da República.

• “O ramo radical da Maçonaria, que durante muito tempo dominou quase sozinho a grande organização Secreta, especializou-se sempre em extirpar do país o cristianismo por meio do Iluminismo ireligioso.

• Fizeram ouvir clamar que a escola leiga — aliás escola de livre pensamento — se tornou um viveiro de revoltados e fabrica, por séries, legiões de revolucionários; que a estirpação do cristianismo, por meio da escola leiga e das leis especiais contra as congregações religiosas, é a fonte da corrupção moral que penetra, gradualmente, em todas as camadas da nação e da assustadoras despovoação que nos reduziu, numéricamente, a uma nação de segunda ordem.

• ” Nada o desvia da aplicação implacável das leis ireligiosa, ditas leigas.

• “Quanto aos intuitos do partido coletivista S.F.I.O de Blum, segundo ramo da Maçonaria, com tendência a sobrepujar o ramo simplesmente socialista-radical, são bem conhecidos não é somente um partido anti-religioso, mas um partido de luta de classes, e de revolução social, que tem por objetivo a destruição do chamado regime capitalista, isto é, de propriedade individual, para substituí-lo por uma sociedade coletivista ou comunista, em que os bancos, as minas, as fábricas, os meios de transporte e as terras seriam exploradas pelo Estado proletário.

• “Ora, esse partido S.F.I.O. enviou à Câmara atual, cem deputados que concentraram sobre seus nomes, nas eleições de 1928, mil e setecentos sufrágios, sem contar com partido comunista, momentaneamente divorciado do Cartel, e que por sua vez reuniu 1.100.000 votos.

• “Eis o ponto a que chegamos.

• “E cada ano que passa agrava o perigo.

• “A cada ano que passa a escola leiga, entregue ao magistério cuja maioria professa as ideias da extrema-esquerda, prepara, para a vida pública, uma nova classe de jovens que vai engrossar as fileiras dos partidos revolucionários.

• “A cada ano que trascorre, uma nova parte dos ambientes populares é contaminada por I’Humanité e outros jornais revolucionários que podem, impunemente — como nós mesmos fazíamos no tempo do nosso iluminismo subversivo — solapar os alicerces da autoridade e as bases da sociedade.

• ” Finalmente, a cada ano que passa a natalidade diminui”.

• G. Michel publicou o livro “A ditadura da maçonaria na França” analisando as resoluções tomadas nos diferentes congressos maçônicos e, simultaneamente, a sua realização oficial, durante o ministério Herriot.

• 1ª)As lojas decretam a supressão da embaixada, junto Vaticano (boletim oficial da Grande Loja da França, Janeiro de 1923 página 39).

• 2ª) as lojas requerem a aplicação da lei sobre as congregações. (boletim oficial da Grande Loja da França, convenção de 1922, página 220).

• Primeira declaração ministerial Herriot, seguida de realização:17 de junho de 1924.

• 3ª) As lojas querem o triunfo das ideias leigas. (convenção do Grande Oriente, 1923, página 220).

• 4ª) As lojas reclamam Anistia plena e sem restrições para os condenados e os traidores, especialmente Marty, Caillaux, Malvy, Goldsky, etc., (Grande conferência na sede do Grande Oriente, Rua Cadet n°16, a 31 de janeiro de 1923 — boletim hebdomadário n°339 1923, página 13).

• 5ª) As lojas protestam contra os decretos-leis. (Grande Loja da França, fevereiro-abril de 1924, páginas 209 e 210).

• 6ª) As lojas querem o escrutínio dos distritos. (Grande loja da França, 1922, pág.287).

• 7ª)As lojas decretam a introdução do regime leigo na Alsácia-Lorena, apesar das promessas contrárias. (Convenção do Grande Oriente da França, pág. 271, 1922).

• 8ª)As lojas reclamam o estabelecimento da escola única e o monopólio do ensino. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág.265-266).

• 9ª) As lojas querem a continuação das relações com os sovietes. (Boletim oficial da Grande Loja, outubro de 1922, pág. 286).

• 10ª) As lojas querem instaurar um regime econômico, preparatório do socialismo. (Convenção do Grande Oriente da França, em 1922, pág. 246).

• 11ª) As lojas adotam uma política Colonial leiga e emancipadora. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág. 247).

• 12ª) As as lojas hostilizam o exército. (Convenção do Grande Oriente, 1922, pág. 142-143).

• 13ª) As lojas são favoráveis à reconciliação com a Alemanha e à Liga das Nações, para torná-la a internacional dos povos e a Federação Mundial. (Grande Oriente da França, 1923, pág. 97).

• Estas são etapas de um programa maçônico para o futuro que é:

• A DESTRUIÇÃO DO CATOLICISMO E O SOCIALISMO UNIVERSAL.

• Para finalizar este texto vamos mostrar as tendências atuais da maçonaria, segue um trecho de Albert Lantoine que nos mostra como ela as aplica e de que modo influencia a política francesa e mundial.

• “A instituição existe, para preparar constantemente o futuro, pelo estudo do presente, e não para impor uma ideia, pelo prestígio efêmero e sua influência.

• “Cabe às organizações profanas, mais aparelhadas do que a ordem Maçônica, a realização dessa ideia; e o seu evento ao insucesso não poderia atingir a Maçonaria, habilmente entrincheirada no seu papel especulativo. Os atos da vida pública nunca deveriam ser, para ela, um campo de ação, mas um campo de experiências, para a correção dos seus erros e o aperfeiçoamento de sua inteligência. Assim não haveria a política militante de que o Grande Oriente pretende, sem razão, se ocupar e pela qual a grande loja, contrariamente aos seus interesses bem compreendidos, tem às vezes, a fraqueza de se deixar influenciar. Haveria, apenas, política filosófica. Por este motivo, se devemos suprimir o artigo que interdiz, nas lojas, as discussões sobre a própria vida do país, devemos conservar zelosamente (Pois é a própria base da nossa instituição) o que só se preocupa com a sinceridade e a lealdade dos postulantes, sem averiguar as suas opiniões. Porque — note-se a desastrosa contradição — ousa-se escrever que se interdizem os assuntos políticos e, na prática, rejeita-se sistematicamente um Republicano demasiado tíbio ou um católico.

Bibliografia: conjuração anticristã, Monsenhor Delassus.
As forças secretas da revolução, Léon de poncis

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