AS CRUZADAS E A JIHAD ISLÂMICA (Parte I)

1. AS CRUZADAS E A JIHAD ISLÂMICA

(Parte I)

2. Segundo os apologistas islâmicos os aqui dois cruzados a Jerusalém em 1099, usando as palavras do jornalista Amin maalouf no livro as cruzadas vistas pelos olhos árabes, foi o ponto de partida da hostilidade milenar entre o Islã e o ocidente. O intelectual e apologista islâmico John Esposito vai mais longe — culpa as cruzadas todas as guerras ditas Santos de trans tornar uma civilização pluralista: jogo de correr cinco séculos de convivência pacífica, até que acontecimentos políticos e um jogo de poder Imperial-papal desencadearam uma série de guerras ditas Santos que, por séculos, a fio, acirraram a cristandade contra o Islã e deixaram um legado de desentendimento e desconfiança.

3. Vamos entender se eles estão falando a verdade, em primeiro lugar as cruzadas não foram ataques gratuitos da Europa contra o mundo islâmico, e-sim respostas tardias a séculos de agressão muçulmana, que se mostrava mais feroz do que nunca no século XI. Não foram guerras de imperialismo religioso, elas visavam a recuperação de terras cristãs e a defesa dos cristãos, não foram convocadas para impor o cristianismo aos muçulmanos ou a quem mais fosse.

4. Maloouf parece que não considera essas hipóteses, ou desconhece a história, de que houve um austeridade milenar que começou com a ameaça velada que o Profeta Maomé lançou os líderes não muçulmanos vizinhos, imagens de 450 anos antes do saque cruzado a Jerusalém: “abraçai e o Islã e estareis a salvo”. Não vemos nenhum Muçulmano discutir a possibilidade de que os muçulmanos foram quem atiçaram essa hostilidade milenar ao tomarem pela força, séculos antes das Cruzadas, terras cristãs que chegaram a somar dois terços do que foi o Mundo Cristão. Podemos ver em mapas antigos que todo o norte da África era Cristão, até a mauritânia. Grandes centros cristãos estavam ali no norte da África, como Alexandria, hipona, Cartago entre outras cidades menores, além de várias regiões do Oriente Médio, da Pérsia até a Ásia Central, todos territórios cristãos atacados sucessivamente pelos muçulmanos. Os muçulmanos têm que entender que a sua origem e Cristã os seus antepassados são cristãos. Eles se renderam ao Islã por medo de morrer, pelas altas taxas de impostos, pelas humilhações, coisas que veremos com mais detalhes mais na frente, os cinco séculos de convivência pacífica que se refere Esposito foram ilustrados, segundo ele, pela Conquista muçulmana de Jerusalém em 638: “as igrejas e a população Cristã foram deixadas em paz”. Não se lembrou ele de mencionar o sermão de Sofrônio que pregou no natal de 634 queixando-se de como era “selvagem, Bárbara e Sangrenta a espada dos muçulmanos” e quão penosa aquela espada tornara vida dos cristãos.

5. AS CRUZADAS FORAM GUERRAS DEFENSIVAS DE ATAQUE SIMPLESMENTE?

6. A conquista de Jerusalém em 638 marca o início de século de agressão muçulmana. Entravam os cristãos na Terra Santa uma agitação de perseguição cada vez mais brutal. Vamos para alguns exemplos: no começo do século VIII, 60 peregrinos cristãos de Amório foram crucificados; pela mesma época, o governante muçulmano de cesareia aprisionou um grupo de peregrinos de Cônia e mandou executar todos eles por espionagem, exceto Uns poucos que se converteram ao Islamismo, muçulmanos exigiam dinheiro aos peregrinos, ameaçando pilhar a Igreja da Ressurreição caso eles não pagassem. Mais adiante, ainda no século VIII, um regedor muçulmano baniu exibições da Cruz em Jerusalém; além disso, aumentou o imposto anti-religioso cobrado aos cristão a jízia e proibiu-os de dar orientação religiosa, mesmo aos próprios filhos.

7. A humilhação e o rebaixamento dos cristãos virou norma geral na Terra Santa. Em 722 o Califa Almançor ordenou estampar a mão dos cristãos e judeus de Jerusalém com um símbolo distintivo. Cuidou-se das conversões ao cristianismo com particular severidade. Em 789 os muçulmanos decapitaram um monge convertido do Islã e fizeram a limpa no Monastério belemita de São Teodósio, matando aí mais uma porção de monges. Outros monastérios da região sofreram o mesmo destino. Em Inícios do século IX as perseguições agravaram-se tanto, que enormes quantidades de cristãos fugiram para Constantinopla e outras cidades cristãs. No ano 923 os muçulmanos procederam ã destruição de igrejas, e no domingo de Ramos de 937, para prestar seu respeito à data, fizeram um grande destruição em Jerusalém brilhando e depredando a Igreja do Calvário e a da Ressurreição.

8. Em reação contra a perseguição anticristã, os bizantinos passaram da postura defensiva ante os muçulmanos para a ofensiva, na tentativa de reaver alguns dos territórios perdidos. Durante a década de 960, o General nicéforo Focas( futuro Imperador Bizantino) comandou uma série de bem-sucedidas campanhas contra os muçulmanos, recuperando Creta, silícia, Chipre e parte da Síria; retomou ainda, em 969, a antiga cidade Cristã de Antioquia. Na década seguinte, os bizantinos estenderam essa campanha a toda a Síria.

9. Na teologia islâmica, qualquer Terra Que Chegou algum dia a pertencer a casa do Islã pertence-lhe para sempre, cabendo aos muçulmanos guerrear até reassumir o controle sobre ela. No ano 974, em Bagdá, confrontado com uma sequência de derrotas para os bizantinos, o Califa abássida (sunita) declarou JIHAD. Isto vinha em seguida a campanhas jihadistas anuais lançadas contra os bizantinos por Ceife Aldaulá, soberano da dinastia xiita hamdamida em Aleppo de 944 a 967. CEI Aldaulá solicitou aos muçulmanos que combatessem os bizantinos sob o pretexto de que eles estariam ocupando terras pertencentes a casa do Islã. Tão eficaz foi o apelo, que ocorreram às jihades com guerreiros muçulmanos vindo de terras tão remotas quanto a Ásia Central.

10. Todavia a desunião entre sunitas e xiitas acabou dificultando as jihades islâmicas, e em 1001 o Imperador Bizantino Basílio II assinou um armistício de 10 anos com o Califa fatímida (xiita).

11. Basílio, porém, logo descobreria como ela em vão assinar tais acordo de paz. Em 1004 o sexto califa fatímida, Aláqueme (985-1021), a todo pulso se voltou contra a fé cristã, que era a de sua mãe e de seus tios (dois deles patriarcas), ordenando a depredação de igrejas, a queima de cruzes e confisco de bens eclesiástico. Aos judeus também atacou-os com violência similar. No período de 10 anos seguintes, 30 mil igreja foram destruídas e um número incalculável de cristãos se converteram ao Islã um pelo único e exclusivo motivo de salvar a própria vida. Em 1009 o califa dá a mais espetacular de suas ordens anti-cristãs: manda destruir a igreja dos santo sepulcro, em jerusalém, junto com outras tantas, inclusive com a igreja da ressurreição. A igreja do santo sepulcro, reconstruida pelos de bizantinos no século VII depois de ter sido incendiada pelos persas, é aqui em serra o tradicional sítio do sepultamento de jesus (além disso, serviu de modelo para a mesquita de Al-Aqsa). O califa Aláqueme ordenou triturar o túmulo lá dentro até virar pó. Decretou que os cristãos usasem pendurada ao pescoço uma pesada cruz — e os judeus, um pesado toco de madeira em forma de bezerro. Foi expedindo um decreto mais humilhante que o outro, até chegar na determinação de que eles aceitassem o islã ou então deixassem aquelas terras”.

12. Mais tarde, o vagabundo Califa terminou por abrandar a perseguição aos não-muçulmanos, chegando mesmo a restituir à igreja muitos dos bens que havia confiscado. Essa mudança de atitude provavelmente se explica por uma relação mais tênue do cigano errante Califa com a Ortodoxia islâmica. Em 1021 ele desapareceu sob circunstâncias misteriosas; alguns do seu seguidores proclamaram-no divino e fundaram a seita baseada no mistério do desaparecimento e outros ensinamentos de esotéricos de um clérigo mulçumano, muhammad ibin Isma’il al-Darazi (a quem a denominação da seita drusa homenageia). Foi graças à mudança política de Alàqueme, continuada após sua morte, que os bizantinos tiveram permissão para reconstruir a igreja do santo sepulcro em 1027.

13. Ainda assim permaneciam cristãos em condição precária, e os peregrinos sob ameaça. Em 1056 os muçulmanos expulsaram 300 cristãos de jerusalém e proibiram a entrada de cristãos europeus na igreja do santo sepulcro. Quando os ferozes e fanáticos turcos seljútitas vieram levando saqueando tudo desde a Ásia central, impuseram um novo Rigor islâmico por onde passaram, tornando mais e mais difícil é árdua a vida tanto dos cristãos nativos como dos peregrinos (cujas peregrinações iam sendo bloqueadas). Após esmagarem os bizantino na batalha de Manziquerta e aprisionarem o imperador Romano IV Diógenes em 1071, a Ásia menor intereira foi aberta, é o avanço foi implacável. Em 1076 conquistaram a Síria; em 1077, jerusalém. O emitente seljúcida Atsiz bin Uwaq prometeu não fazer mal aos habitantes de jerusalém, mas os seus homens, tão logo adentraram a cidade, assinaram 3.000 pessoas. No mesmo ano, os seljúcidas criaram o sultanato de Rum (Roma, em referência à nova Roma, isto é, constantinopla) na cidade de Nicéia, perigosamente pertode constantinopla. Daí em diante não cessaram nada de ameaçar os Bizantinos e molestar os cristãos por toda a extensão dos seus novos domínios.

14. O império cristão de Bizâncio, que antes das guerras expasionistas do islã havia governado grandes territórios, incluindo a itália, áfrica setentrional, oriente médio e Arábia, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia, e a sua morte nas mãos dos seljúcidas parecia iminente. A igreja ortodoxa de constantinopla considerava os Papas cismáticos e vinha e vinha evitando contato com eles já fazia séculos, mas o novo imperador Aleixo I Commeno (1081-1118) teve que engolir o orgulho e suplicou ajuda. Assim surgiu a primeira cruzada: foi um atendimento ao pedido de socorro do imperador bizantino.

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