Hitler Católico. Definitivamente o fim de 50 anos de calunias.

Hitler Católico.
Definitivamente o fim de 50 anos de calunias.

Creio que esta questão tenha chegado ao seu fim, sem possibilidades de refutação, pois após 50 anos de proibição, foi publicado o Livro de Hitler: Minha Luta (Mein Kampf) o qual não hesitei em adquirir tão logo o encontrei.
Parecia que estava comprando drogas, pois sua publicação estava ainda sobre fortes críticas, com até ameaças do MP em acionar a justiça para proibir sua edição.
Todavia, era necessária a leitura do seu livro, pois ao contrário de todas as fontes que possamos obter sobre a “religiosidade” de Hitler, nenhuma, a meu ver, supera o seu próprio escrito, o qual contém algo que nenhum historiador jamais sonharia alcançar: a alma do ditador nazista revelada em torno de seu projeto de poder.
Ele o escreveu quando se encontrava preso, por volta da década de 20, dirigindo-se “aos adeptos do movimento” que a ele “aderiram de coração e aspiram esclarecimentos mais substanciais” (prefácio).
Portanto, trata-se de uma fonte primária, extraordinária, que está acima de todas as impressões que lhe atribuíram os historiadores até a presente data, muitas delas confirmadas pelo livro, outras, totalmente equivocadas.
Dentre elas, a sua religiosidade católica, atribuída a ele de forma uníssona pela crítica anticatólica.
De fato, na sua infância, revela que nas “horas livres, recebia lições de canto no coro paroquial de Lambach” onde se extasiava “ante as pompas festivas das brilhantes festas da igreja” e que assim como seu pai “via na posição de pároco de aldeia o ideal na vida” e que “a situação de abade pareceu a aspiração mais elevada. Pelo menos temporariamente isto se deu” (pg. 12-13).
Não obstante, “a vocação temporária para esta profissão, desapareceu muito cedo, para dar lugar a esperanças mais conformes com o meu temperamento” (ibidem). Neste tempo desejava ser artista ou arquiteto para o que se considerava “perfeito”.
No entanto quando já adulto, para seu projeto nazista, Hitler deixou absolutamente claro a sua preferência religiosa: o protestantismo.
Em suas próprias palavras declarou que o “protestantismo representa, por si, melhor as aspirações do germanismo (…) O protestantismo servirá para promover tudo o que é essencialmente germânico, sempre que se trate de pureza interior ou, de intensificar o sentimento nacional, ou defesa da vida alemã, da língua e também da liberdade, uma vez que tudo isto é parte essencial nele” (pg. 88).
Contudo, revelou uma pequena preocupação com o protestantismo: o antissemitismo. Nesta questão, diz ele, o protestantismo “gira indecisamente” e, “a não ser que esta questão seja resolvida, não terá sentido ou possibilidade de êxito qualquer tentativa de renascimento alemão” (ibidem).
De fato a questão judaica no protestantismo embora atualmente tenha caminhado mais para sua idolatria que para o antissemitismo, nem sempre foi assim e, provavelmente, isto explica a aproximação de Hitler aos luteranos, pois ali, nos escritos de Lutero, certamente encontrou o antissemitismo que procurava para a religião do Reich.
Ele não deixou de incluir Lutero no rol dos “grandes lutadores”, daqueles que “mais tarde, mais de perto, tocarão o coração do povo” e daqueles que “sobretudo nos dias de tristeza, levanta os corações quebrados e almas desesperadas” a estes, disse ele, “Pertencem não só os grandes estadistas, como todos os grandes reformadores. Ao lado de Frederico, o Grande, figura aqui Martinho Lutero, bom como Ricardo Wagner” (pag. 161).
A bem da verdade é bom deixar claro, que não foi o protestantismo que influenciou o antissemitismo de Hitler. A sua formação antissemítica decorreu da visão exclusivamente política e/ou filosófica do povo judeu: descobriu nele a origem do marxismo, a “praga que assolava o povo alemão”, a pior “ameaça à humanidade”.
Poderia ter ele usado qualquer credo, seja o catolicismo ou o islã. Certamente, isto o mundo ligeiramente não tardará em enxergar para defender o protestantismo, e até mesmo o islã, se este fosse sua opção.
A mesma certeza não se daria se o ditador tivesse usado a Igreja Católica: ninguém a desculparia e os juízes deste século já estariam forçando o papa a pedir “perdão”
Imagine se Hitler tivesse declarado: “O catolicismo servirá para promover tudo que é essencialmente germânico”? Ou que no Lugar de Lutero, tivesse exaltado Pio XII?
O fantástico já teria dispensado pelo menos 2 horas de massacre contra a Igreja!
E olha que ele chegou a indagar: “É ou não possível a conservação do germanismo austríaco sob uma fé católica?” (pag. 89)
A resposta, todavia, se mostra implícita, e é evidente que é negativa e sendo positiva, ele deixa claro que a eventual fé católica no Reich, deveria advir não de Roma, mas de uma REFORMA, cujo controle deveria estar em suas mãos.
Várias de suas declarações mostraram sua rejeição ao catolicismo e, mais ainda, sua oposição a ele. Em relação ao seu “germanismo” observou que o clero católico se lhe opunha e ou não fazia resistência às ações contrárias (pg. 86).
Afirma ele que a impressão geral é que “havia uma ofensa grosseira aos direitos alemães por parte do clero católico. Parecia com isso que a Igreja não sentia com o povo alemão e se colocava, de maneira injusta, ao lado do inimigo do mesmo” (ibidem).
“A raiz de todo o mal, porém, estava, segundo a opinião de Schonore, no fato de a DIREÇÃO da Igreja Católica não estar na Alemanha…” (grifei) – (ibidem).
Schonere – diz ele – “Iniciou uma Luta contra a Igreja, convencido que somente por ela a raça alemã poderia salvar-se. O movimento de libertação contra Roma (“Los Von Rom”) parecia o mais formidável, porém também o mais difícil processo de ataque, que teria de destruir a cidadela inimiga. Fosse ele vitorioso estaria vencida, para sempre, a infeliz cisão religiosa da Alemanha e a força interior do Reich e da nação alemã poderia, com uma tal vitória, lucrar de maneira formidável”. (ibidem).
Reconheceu ele o fracasso desta luta contra Roma em relação a seus interesses, porém lamentando e ironizando: “É verdade que foi possível arrancar perto de cem mil membros á Igreja, porém, neste caso, não havia necessidade de chorar pelas “ovelhinhas” perdidas; ela perdeu só perdeu o que há muito tempo intimamente não lhe pertencia. Essa era a diferença entre a nova reforma e a antiga” (pag. 91).
A partir do Mein Kampf, a alma de Hitler, sua religiosidade, seu projeto nazista, a formação do seu pensamento antissemítico, sua psicopatia, ficam absolutamente exposta, e, mais uma vez, para os críticos anticatólicos, tal qual os “milhões de mortos da inquisição”, a descoberta é decepcionante.
Talvez por isto o livro é mantido em segredo, muitos são os que o estudam, mas poucos os que tem coragem de revelar a decepcionante ideia de Hitler não ser católico e, pior, ter sido protestante e jamais ter desejado o nazismo sob a fé católica bimilenar.
A vergonha e a humilhação de reconhecer que os católicos estavam certos na defesa contra os 50 anos de calúnias e que Hitler era protestante, são maiores que o amor à verdade, por isto, biquinho fechado até agora.
(Cristian Fernandes)

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