AS NORMAS DA DOUTRINA TRADICIONAL

AS NORMAS DA DOUTRINA TRADICIONAL

São Máximo, o Confessor, nasceu em Constantinopla próximo do ano 580. Depois de haver recebido uma esmerada educação civil e religiosa, ocupou um alto cargo estatal que abandonou no ano 630 para tornar-se monge. No início, combateu o monofisismo; mais tarde, dedicou todas as suas energias contra a heresia monotelita. Participou em numerosos sínodos africanos e tomou parte ativa no concílio de Latrão no ano 649 que condenou o monotelismo junto com os patriarcas que o haviam favorecido. Em seu regresso à Constantinopla, foi arrastado por ordem do imperador Constante II, torturado e desterrado. Morreu no exílio em 13 de agosto do ano 662.

Nesse texto vemos claramente São Máximo condenar uma interpretação pessoal das Escrituras, sua experiência como patriarca de Constantinopla nos mostra que já existiam problemas com a interpretação das Escrituras, por conta daqueles que estavam fora da verdadeira comunhão com o tronco principal da ortodoxia católica, vemos os mesmos erros se repetirem nos dias atuais, sabemos que o final desse momento conturbado será a vitória da verdade, a verdade está na Igreja Católica apostólica Romana ou Oriental, desde que esteja em comunhão com Roma.

A origem dessa verdade imutável tinha de ser encontrada nos aspas do animais dos evangelistas, apóstolos e profetas ” (são Máximo, o confessor, discussão com Pirro). O conhecimento salvífico dessa verdade, a fonte da vida, tinha sido extraído por intermédio de uma sucessão de testemunhos do antigo e do novo testamento, começando com os patriarcas, os legisladores e os líderes, continuando com os juízes e os reis e percorrendo todo o caminho até os profetas, os evangelistas e os apóstolos (São Máximo, o confessor, questões para Talássio sobre a Escritura; São Máximo, o confessor, comentário sobre a teologia Mística de Dionísio, areopagita). as palavras deles, contidas nas escrituras inspiradas, não eram da terra, mas do céu. O estudo vitalício ia continuar meditação sobre as Escrituras divinas (São Máximo, o livro ascético) era o caminho para a saúde espiritual. portanto não era admissível que alguém se recusasse acreditar no que a Escritura diz. Antes, o indivíduo tinha de prestar atenção a palavra da Escritura; pois se foi Deus quem falou e se ele não estava circunscrito a sua essência, então era óbvio que a palavra dita por ele também não estava circunscrita (são máximo, o confessor, questões para Talássio sobre a Escritura). o fundamento da fé era a autoridade dos apóstolos, os arquitetos e arautos da verdade (patriarca Nicéforo de Constantinopla, Apologia maior para as imagens santas). Por isso, o apóstolo Paulo foi um servo de mistérios sobrenaturais, o líder e guia universal, um verdadeiro sumo sacerdote (São Máximo, o confessor, questões para Talássio sobre a Escritura; só o máximo o confessor, comentário de “sobre os nomes divinos” de Dionísio, areopagita; São Máximo o confessor, comentário sobre a “hierarquia celestial “de Dionísio, o areopagita). Não só a inspiração da Escritura, mas também sua clareza, certifica-a como a autoridade suprema da doutrina cristã (São Máximo epístolas 7).

Contudo, as controvérsias dos séculos sobre o sentido da doutrina cristã deixou evidente que os teólogos, apesar de a escritura ser inspirada e Clara, podiam lê-la e entendê-la de maneiras distintas, na verdade, contraditórias. Era essencial não sair da “intenção da escritura”(São Máximo, cor confessor, comentário de “sobre os nomes divinos “de Dionísio o areopagita). Pois “aquele que não lê as palavras do espírito com sabedoria e cuidado “podiam incorrer “em muitos tipos de erros” (São Máximo, o confessor, questões para Talássio sobre as escrituras). E tinham feito isso. Não bastava conhecer as escrituras do começo ao fim e em detalhes e ser treinado nelas; os hereges, a despeito dessas vantagens, ainda manobravam para enganar a si mesmos (São Máximo, o confessor, comentário “sobre os nomes divinos” de Dionísio, o areopagita)

Eles distorcem as Escrituras para ajustà-la a própria mente deles, que era hostil a Deus. Essa falsa interpretação acontecia quando o leitor, por ignorância e, sobretudo, por deliberada distorção, não observava a nitidez da forma bíblica de falar. Era “costume da escritura explicar os conselhos inefáveis e secretos de Deus de uma maneira real para que consigamos conhecer os assuntos divinos com base nas palavras e sons que são cognatos: pois a mente de Deus, do contrário, permanece desconhecida, sua palavra não falada e sua vida incompreensível (São Máximo, o confessor questões para Talássio sobre as Escrituras). isso significava que essas coisas não eram de fato como a Escritura as descrevia (São Máximo comentário sobre a “hierarquia celestial” de Dionísio, areopagita), mas a escritura era verdadeira mesmo quando não era literalmente acurada. Qualquer pessoa que tentasse aprender o sentido das escrituras tinha de prestar muita atenção a maneira dela de falar. Também tinha de observar que uma palavra ou nome próprio usado nela tinha múltiplos sentidos (São Máximo o confessor, questões para Talássio sobre as Escrituras). A escritura põe de forma consistente seu sentido verdadeiro e espiritual antes do que narra nos relatos históricos, mas isso só ficava evidente para os que a viam com visão sã e olhos saudáveis (São Máximo, o confessor, questões para Talássio sobre as Escrituras)

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