O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

Teologia da libertação, o calcanhar de Aquiles da Igreja

Este estudo tem como objetivo entender o porquê do crescimento dos movimentos pentecostais e neopentecostais, além de religiões não cristãs que tem origem nos EUA. No primeiro artigo editado, tratou-se especificamente do movimento dos adventistas. Antes de descrever todos os movimentos religiosos de origem americana, é de suma importância abordar os movimentos teológicos da Igreja Católica na América Latina (teologia da libertação e CEBS). Essa é a análise de uma questão muito delicada, pois trata-se de uma infiltração político-ideológica, tanto nos movimentos pentecostais, quanto na teologia da libertação e CEBS.

O movimento das seitas pentecostais tem como objetivo mudar às características de uma cultura em benefício de poder econômico. Não quero dizer que existe um complô, mas certamente há uma manipulação político-ideológica para mudar o comportamento social dos locais onde se assentam esses movimentos. Isso é fácil de verificarmos através da linguagem, da música, do materialismo e, sobretudo, as várias ofertas de bençãos que prometem ao pobre “uma felicidade material”, para exemplificar.

Compreender a razão do sucesso de crescimento destas seitas, depende de entender o período do final da década de 70 e toda a década de 80 na teologia Católica na América Latina. Desde esse período, vê-se um crescente movimento que coloca a cultura norte-americana como referência, sobretudo com a formação do movimento político chamado ‘neo-conservador’. Esse movimento tem muita força no meio pentecostal e neo-pentecostal, ao que some-se constatar os líderes políticos do Brasil tecendo elogios à política econômica dos EUA, sua cultura e influência no mundo. Não preciso dizer que isso é por influência majoritária dos pastores/ empresários da linha neo-conservadora supracitada.

A principal das consequências dessa ‘inculturação’ é a progressiva perda de identidade do nosso povo, importando lembrar que o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foi os EUA; obviamente esse ‘apoio’ teve motivações meramente financeiras. Logo após a declaração de independência, o Brasil passou a receber missões religiosas provenientes das igrejas protestantes históricas – sobretudo inglesas e americanas – e que foram promovidas pela maçonaria, mas isso é tema para outro artigo.

A partir dos anos 60, a maioria dos estudos de avaliação do potencial das ideologias consideradas de esquerda na América Latina, promovidos pelo Departamento do Estado americano, tem nucleamento nas aberturas propiciadas pela miséria social e sua abordagem sob o aspecto religioso. Lentamente, os especialistas do orgão incumbido de gerir a política externa dos Estados Unidos foram se convencendo de que o cristianismo dos latino-americanos não constituía barreira suficientemente inibidora de uma penetração, se não do comunismo internacional, pelo menos de formas avançadas do socialismo moderno.

A preferência dos especialistas do Departamento de Estado americano nessa atmosfera de desconfiança é pela Igreja Católica que adotou, na América Latina, o compromisso com a causa dos pobres na busca de uma identificação mais íntima com os princípios sociais da sua fé. Os movimentos religiosos mais contemporâneos têm ânsia de afirmação entre os pobres também, mas afastam completamente qualquer ação pastoral que não à sua preocupação exclusiva com o que entendem de transcendental. Por outro lado, essa postura não é uma unanimidade em relação ao protestantismo histórico ou tradicional, notadamente no Brasil, onde alguns segmentos do cristianismo têm assumido posições consideradas excessivamente progressistas.

É o caso da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que mantém um serviço pastoral junto aos índios e lavradores pobres, trabalho feito em comum com a comissão pastoral da terra (CPT) e o conselho indigenista missionário (CIMI), órgãos da Igreja Católica.

ABANDONANDO A PASSIVIDADE

O papel da Igreja Católica no contexto da vida nacional é uma singularidade que os EUA não aprovam, de uma forma geral. Não se tem noticia, com efeito, desde que no ano 380 da nossa era quando o Cristianismo foi oficializado como a religião do Império Romano e que o imperador Constantino, antes, começava a institucionalizá-lo como parte integrante do Estado, de uma ruptura da Igreja Católica com os governantes tão incisiva quanto a que se verificou no Brasil a partir de 1964, largamente majoritária e consolidada.

A Igreja nunca teve a pretensão de que seu discurso religioso alcançasse dimensão política, nem buscou, tampouco, representar o papel de único canal de expressão nacional. Também não têm culpa de que a sociedade, de modo geral, e os partidos políticos de forma especial, não tenham sabido estruturar-se e organizar-se devidamente para ocupar seu espaço na reconstrução democrática do País. Os acontecimentos precipitaram-se à revelia da Igreja durante o período representado pelos anos de ditadura militar, e o grande vazio que se seguiu.

Rompida com um passado de longa colaboração e estreita cumplicidade com a situação dominante, a Igreja viu consideravelmente aumentado o número de seus adversários depois da queda da ditadura. Os comunistas ressentiam-se da perda de espaço pela ação católica no meio operário, a burguesia rural temia que a força da Igreja no campo apressasse a reforma agrária. A partir desse momento, vemos uma grande disputa pelo pobre: uma TL com aspirações marxistas, os partidos comunistas querendo conquistar o operário para seu meio, e as seitas religiosas americanas com o propósito de redesenhar esse quadro sócio-político, manipulando as massas para uma direita conservadora ao padrão americano.

Houve um grande espanto da parte dos comunistas ante a atitude firme da Igreja na exigência de transformações sociais, gerando assim uma situação inusitada na política brasileira. Era um elemento novo com o qual ninguém contava.

E nesse momento, era uma suprema burrice supor que a Igreja estaria a serviço de alguma facção ou partido político. Esse foi o momento das infiltrações ideológicas de esquerda nos seminários católicos, e também de Padres já em atuação; muitos foram convencidos pela ideologia esquerdista. A preocupação com o pobre é algo louvável, mas esquecia-se, no modelo influenciado pelo marxismo, da alma do pobre, da sua vida espiritual. Não se falava do transcendental, mas apenas no temporal e, por este motivo, vemos clérigos que mais parecem presidentes de alguma ONG ou associação de minorias, do que representante de da Igreja.

Para evitar falsas notícias e um deturpamento da fé que foram verificadas nos agências de notícias, o Papa João Paulo II decidiu mandar ao Brasil, como seu emissário especial, o prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos do Vaticano, o Cardeal Benardin Gantin, em abril de 1986. Sua missão era entregar pessoalmente uma carta de Sua Santidade aos participantes da 24° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunida em Itaici. A correspondência de 400 linhas trazia uma exortação que fixava o exato pensamento da Igreja sobre a atuação da CNBB e com a intenção de afastar, de uma vez por todas, quaisquer especulações quanto a pretensos antagonismos entre os prelados brasileiros e a Santa Sé. Era o dia 12 de abril de 1986. É importante também informar sobre o grande responsável pela confusão que a TL causou. A 27 de março de 1986, isto é, 16 dias antes de o cardeal Bernardin Gantin fazer a leitura da fraterna e encorajadora carta. aos bispos do Brasil, o papa João Paulo II revogou a pena de “silêncio obsequioso” de 1 ano imposta ao frei Leonardo Boff pelos seus escritos a respeito da Teologia da Libertação. Doravante, o franciscano pôde prosseguir nas suas reflexões de teôlogo com o aval da Santa Sé, mas ele continuou com a propagação de seus erros, e se afastou dos cargos eclesiásticos, hoje é um teólogo independente, mas que ainda causa um grande mal à Igreja.

O documento começava falando de dois desafios que enfrentara, até então, a Igreja no Brasil: um, de natureza eclesiástica, onde estão incluídos a escassez de sacerdotes, religiosos e agentes pastorais e as ameaças à fé por parte das seitas fundamentalistas ou não cristãs; além dos problemas de natureza cultural, sócio-político ou econômico.

A Igreja afirmava que faz parte da missão da Igreja preocupar-se também com questões sociais e sócio-politicas. O que é função dos pastores, como formadores dos leigos para as suas tarefas, e conscientes de que não cabe a Igreja, como tal, indicar soluções técnicas para os problemas temporais, é sim iluminar a busca dessas soluções a luz da fé, uma praxis no campo sócio-politico que deve manter-se em indefectível coerência com o ensinamento constante do magistério, o que não foi um erro essa orientação; o erro configurou-se em deixar a cargo dos teológos da libertação o e emprego destas exortações. A seguir, assinala:

“A Igreja conduzida pelos senhores bispos do Brasil da mostra de estar com este povo, especialmente com os pobres e sofredores (mas muitos pobres preferiram não estar com a igreja), com os pequenos e desassistidos, a quem ela consagra um amor nao exclusivo nem excludente, mas preferencial.” Joao Paulo II Houve duas instruções da Congregagao para a Doutrina da Fé, “com a minha explicita aprovagao” afirmou o Papa: uma, sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação (Libertatis Nuntius, de 6 de agosto de 1984), outra, sobre a Liberdade Cristã e a Libertação (Libertatis Conscientia, de 22 de março de 1986). Estas últimas, endereçadas a lgreja universal têm, para o Brasil, uma inegável relevência pastoral.” Depois, a carta toca num ponto nevralgico:

“Estamos convencidos, nós e as senhores, de que a Teologia da Libertação é nao só oportuna, mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa – em estreita conexão com as anteriores. É importante a postura da Igreja, mas o que podemos entender é um amor amor pelos sofredores de toda sorte, seja rico ou pobre.

A TL poderia ser usada como uma teologia parcial em sintonia com toda a fé, mas suas pretensões não foram tão humildes, quiseram transformar ela no carro chefe da Igreja; veja que nas palavras do Papa ela é, inclusive, reconhecida como oportuna. Quer-se mostrar aqui que a Teologia da Libertação partiu bem, mas, devido a sua ambiguidade epistemológica, acabou se desencaminhando: colocou os pobres em lugar de Cristo. Dessa inversão de fundo, resultou um segundo equívoco: a instrumentalização da fé “para” a Libertação.

Erros fatais, por comprometerem os bons frutos desta “oportuna teologia”. As divergências não são muitas, mas fundamentais, tocando os princípios mesmos da fé. Quem é Senhor da Igreja? Quem ocupa seus pensamentos? Cristo ou os pobres? Se dizemos: Cristo, é garantido, em principio, que os pobres terão na Igreja seu “lugar eminente”, para falar como Bossuet. Mas se dizemos: os pobres, então Cristo pode ser facilmente despedido da sociedade e da Vida, como foi com o marxismo.

Quando se lê produções atuais dos chamados “teólogos da libertação”, nota-se ai que o discurso se repete ad nauseam. São “variações sobre o mesmo tema”: os pobres socioeconômicos e sua Libertação social. Só é possível uma Teologia da Libertação como, aliás, qualquer outra espécie de teologia, sob a condição de começar e também acabar no horizonte transcendente da fé.

OBS: No próximo artigo vamos entender o trabalho das CEBS.

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