O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS As CEBs, um celeiro de comunistas e e de abusos litúrgicos


O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

As CEBs, um celeiro de comunistas e e de abusos litúrgicos
“Depois do Concílio Vaticano II, a Igreja tornou-se mais consciente da sua missão a serviço dos pobres, dos Oprimidos, dos marginalizados. Nesta opção preferencial, que não deve ser entendida como exclusiva, resplandece o verdadeiro espirito do Evangelho. Jesus Cristo declarou bem-aventurados os pobres e Ele mesmo quis ser pobre por nós. Além da pobreza material, há a falta de liberdade e de bens materiais que, de algum modo, pode chamar-se uma forma de pobreza, e é especialmente grave quando a liberdade religiosa é suprimida pela força. A Igreja deve denunciar, de maneira profética, toda a forma de miséria e de opressão, e defender e fomentar em toda a parte os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana. Isto vale sobretudo quando se trata de defender a vida humana desde o seu início , de a proteger em todas as circunstâncias contra os agressores e de a promover verdadeiramente em todos os seus aspectos.” (São João Paulo II)
O Sínodo que se realizou no Vaticano, em 24 de novembro de 1986, exprime a sua comunhão com os que sofrem perseguições por causa da sua fé e da promoção da justiça, e reza a Deus por eles. Fala que devemos entender como integral a missão salvífica da Igreja em relação ao mundo. A missão da Igreja, embora seja espiritual, implica a promoção também no campo material. Por isso, a missão da lgreja não se reduz a um monismo, de qualquer forma que ele possa ser entendido. Certamente, nessa missão há uma clara distinção, mas não separação, entre os aspectos naturais e os sobrenaturais. Esta dualidade não é um dualismo. É preciso, portanto, por de parte e superar as falsas e inúteis oposições, por exemplo, entre a missão espiritual e a diaconia em favor do mundo.
UNIÃO DOS EXTREMOS
Pode estar certo de que as comunidades eclesiais de base, tentaram colocar em prática a doutrina social da Igreja, mas o que fizeram e fazem até hoje é que tem de mais polêmico em toda essa discussão eclesiológica. No seu início, à estratégia dos comunistas era de fazer oposição as CEBs. Os comunistas eram muito ciumentos por acharem que sua condição era de vanguarda na luta pela libertação do homem do campo e não perdoam a Igreja por arrebatar- lhes essa bandeira. Ficaram enciumados. Durante muito tempo ninguém falava mais em agitação comunista no campo. Isso era coisa do passado.
A seguir a observação do presidente do partido comunista ao voltar ao Brasil, após o exílio:

“Os comunistas talvez tenham perdido o bonde da história. Estão sendo atropelados e ultrapassados pelos fatos de maneira incrivelmente impressionante na América Latina e no Brasil, em particular. No caso das comunidades eclesiais de base, é também o velho hábito do cachimbo: tudo que vem da Igreja é suspeito. E vão, teimosamente, fazendo o jogo da direita. As comunidades eclesiais de base têm, portanto, dois adversários pela frente: a direita e os comunistas.”
As CEBs, são pequenos núcleos organizados nos meios rural e urbano, congregando cada uma num reduzido número de pessoas, na maioria assalariados de baixa renda, unidos pelas mesmas motivações psicossociais, que buscavam, através da reflexão no Evangelho, um futuro melhor em comunhão com Cristo. Como veremos adiante, foram o mais notável fenômeno religioso e pastoral que sacudiu a Igreja nas décadas de 60, 70 e 80. Hoje se tornaram um celeiro dos partidos comunistas.
As primeiras noticias das CEBs estruturadas na configuração atual vieram, em 1960, de paroquias próximas a Natal, no Rio Grande do Norte, e Volta Redonda, no Estado do Rio. Depois, cobriram praticamente todo o País, sendo hoje, seguramente, mais de 87 mil. Há municípios onde elas são dezenas e um bairro populoso das cercanias de São Paulo tem mais de uma centena. Sua organização não é limitada. Basta que um grupo de pessoas de um lugar decida reunir-se em tomo de objetivos pastorais comuns, iluminados pelo Evangelho, e terá, então, nascido mais uma CEB. Estima-se que mais de um terço das CEBs existentes foram formadas por iniciativa de leigos católicos e as outras com articulação de religiosos.
O ERRO
As CEBs não distinguiam o credo de seus participantes, a tendência dominante entre alguns setores do protestantismo é considera-las um retomo a uma etapa historicamente superada no método de conquista de fiéis. Não houve um critério espiritual, só visavam as injustiças sociais, o que despertou o ciúme dos comunistas e posteriormente a infiltração destes. Os bispos acreditavam que as CEBs eram a retomada do caminho para criar obstáculos ao crescimento do protestantismo no meio rural, cujo avanço foi defendido pelo Congresso Missionário do Panamá, em 1916. Hoje às CEBs são as responsáveis pela entrada da ideologia de no seio da Igreja, em um discurso sobre o comunismo, o Papa Francisco disse em uma entrevista em 2014 sobre os comunistas: “”Eu só posso dizer que os comunistas têm roubado a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro de o Evangelho”, disse ele, citando passagens bíblicas sobre a necessidade de ajudar os pobres, os doentes e os necessitados.

“Os comunistas dizem que tudo isso é comunismo. Claro, vinte séculos mais tarde. Então, quando eles falam, pode-se dizer: ‘mas então você é cristão'”
CONFUSÃO IDEOLÓGICA NA IGREJA
Com a retomada do processo democrático no País, era esperado que as CEBs fizessem uma redefinição de seu papel pois, durante a ditadura militar, a Igreja foi, efetivamente, a única força a contrapor-se a ditadura. Então a pastoral popular se tornou um centro de manifestações permitidas de militância politica e ideológica. Evidentemente, muitas pessoas, sem fé e sem religião, que compunham as CEBs no período da ditadura militar inundaram as CEBs com ideologias marxistas. Vemos a mistura de movimentos populares e as CEBs.
“A CEB não é um movimento. E nova forma de ser Igreja. É a primeira célula do grande organismo eclesial ou, como diz Medellín, a célula inicial de estruturação eclesial. Como Igreja, a CEB guarda as características fundamentais que Cristo quis dar a comunidade eclesial. A CEB é uma maneira nova de realizar a mesma comunidade eclesial que é o Corpo de Cristo. Por isso mesmo, o ministério ou hierárquico faz parte da CEB. O bispo ou o padre não são de fora, não são meros assessores ou acompanhantes. Sua presença, mesmo não contínua, tem um sentido especial e único, já que, como em qualquer comunidade eclesial. eles tomam presente’ o Cristo cabeça.” realmente seria ótimo se tudo isso acontecesse como os bispos em Puebla e Medellín imaginaram, mas não foi bem isso que aconteceu.”
Mas apesar da militância, dois fatos provam com suficiente vigor a fidelidade da Igreja é intenção de manter as CEBs a margem da atividade politico partidária. O que demonstra que a intenção da Igreja nunca foi a manipulação política, o que é bem diferente no que vemos nas seitas pentecostais atualmente. O primeiro, ocorrido em 1982, representado pela injustificada vitória eleitoral do partido do governo militar o PDS – em vários Estados do Nordeste onde as CEBs são notoriamente hegemônicas em termos de formação de opinião. Uma mobilização política, por mais discreta e frouxa que fosse, teria virado facilmente o resultado das urnas em favor das Oposições naquelas regiões e o partido do governo militar sairia derrotado. É a partir desse evento, que começa a cooptação permanente dos melhores líderes das CEBs para militância no Partido dos Trabalhadores. em cujos quadros encontram o espaço necessário para o exercício de sua vocação política. inibida na comunidade eclesial de base. 0 PT foi, assim, crescendo às custas das CEBs. as quais passam a representar. então. uma espécie de formadora de lideranças para o recrutamento das agremiações partidárias que não lhes limitam a politização.
Outro significado e grupos extra-eclesiais pelas CEBs. Aí, com frequência, o que se nota é a total desinformação, o desejo de manipulação, quando não a intenção de fazer das CEBs o alvo dos ataques ou manipular de acordo com interesses de grupos ligados ao PT, quando ocorre a crítica são mais gerais à Igreja. Na realidade, o que esta em discussão é a missão da Igreja. O que é repudiado não são as CEBs em si mesmas e, sim, todo o processo de evangelização voltado para a crítica profética das injustiças e empenhado na construção de uma sociedade mais fraterna. As CEBs, deveriam ter o dever de praticar mais intensamente as exigências da doutrina social da Igreja. Elas tornaram visível o compromisso com os pobres. Sua própria existência e atuação é uma denúncia da iniquidade social que rouba aos pobres sua voz e sua vez. Se as CEBs sofreram perseguição foi por causa da missão da lgreja, do Evangelho, elas deveriam se constituirem herdeiras da bem-aventurança, mas o que vemos hoje não é isso, vemos os encontros desse grupo e podemos verificar que estão longe de uma missão evangelizadora, suas pautas estão marcadas pela luta de justiça social e muitas vezes fogem da mensagem da conversão em nome de uma inclusão social que não modifica o homem interior, mas somente aquele que é exterior como no 8º Encontro Mineiro de CEBs, nos dias 19 a 21 de julho de 2019, Lema: Criarei um novo céu e uma nova terra e nunca mais haverá choro ou clamor (Is 65, 17.19). Observem que o lema não diz que é o Cristo que nos dá novos céus e nova terra, mas o homem com sede de justiça, esse é um Evangelho misturado com socialismo, e escrevo isso com muita tristeza, sei que são pessoas humildes na sua maioria, mas precisam de pastores formadores que lhes deem uma orientação melhor.
Realinhando este estudo a seu tema central, veremos que a questão da ajuda externa a seitas religiosas em processo de crescimento entre nós não terá melhor compreensão, contudo, sem uma ótica do quadro de expectativas políticas existentes fora do Pais quanto à situação brasileira nesse particular. Referimo-nos, objetivamente, à preocupação de alguns círculos com o comprometimento dos católicos da América Latina com as esquerdas e sua Incapacidade de participação no anunciado esforço para conter a escalada do comunismo internacional nesta parte do Terceiro Mundo, segundo o Departamento do Estado americano. Este, também, o motivo porque agregou-se a este trabalho uma exposição mais circunstanciada das diretrizes das comunidades eclesiais de base, através das quais a Igreja expressa mais agressivamente sua vocação social.
A seguir nos próximos artigos, vamos ao enfoque do avanço das seitas pentecostais.
Jancsó István, A construção dos estados nacionais na América latina, MONTEIRO DE LIMA, Delcio, os demônios descem do Norte;, Arcebispo Thomas Roberts, O futuro do Cristian Católico

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