O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 2

O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 2

Certa vez, o Teólogo Stephen K Ray (ex-protestante que se tornou Católico) escreveu um e-Mail ao teólogo William Webster (ex-católico que se tornou protestante) questionando se os Pais da Igreja negaram a Primazia de Roma, a resposta foi essa:

“Nenhum pai nega que Pedro teve uma primazia ou que existe uma sucessão petrina. A questão é como os pais interpretaram esses conceitos. Eles simplesmente não se apegaram à visão católica romana de séculos posteriores de que a primazia e sucessão eram ‘exclusivamente’ relacionadas aos bispos de Roma.’ Que admissão extraordinária; que verdade extraordinária. Muitos dos Padres estavam em desacordo teológico ou disciplinar com Roma (por exemplo, Cipriano e Irineu), mas eles nunca negaram a primazia de Roma.”.[1]

Além da Igreja Romana, as Igrejas de Alexandria e Antioquia também eram centros importantes para o cristianismo e seus bispos possuíam jurisdição sobre certos territórios, mas eles, assim como todas as outras Igrejas, eram subordinados à Igreja de Roma.
Várias indicações apontam à igreja de Roma como a principal responsável pelas inovações litúrgicas, como o domingo de páscoa, o jejum no sábado, e a Missa de Natal em 25 de Dezembro (hoje chamada de Missa do Galo) com o Papa São Telésforo no século II.[2] pois essa data já era celebrada entre os Cristãos, (como relatam Teófilo de Cesáreia, Clemente de Alexandria, Sexto Julio Africano e Santo Hipólito de Roma). Vimos no ultimo post, as origens do Primado de Pedro, e seu exercicio do mesmo. Contudo, poder-se-ia levantar a questão: a igreja de Roma sempre exercia suficiente autoridade por intermédio de seu bispo, para influenciar toda a cristandade? Para responder a esta pergunta é necessário verificar o status nesse período.

Como relata Santo Irineu, após Pedro morrer, o episcopado de Pedro foi passado a São Lino, quando este morreu, foi á Santo Anacleto, e quando este morreu, á São Clemente. São Clemente I foi considerado posteriormente o primeiro Pai da Igreja por ter defendido publicamente o sistema religioso através da hierarquia sacerdotal e rituais dogmáticos. Por volta do ano 95, São Clemente I, 4° Bispo de Roma, escreveu uma carta à Igreja de Corinto para terminar com uma discórdia que havia irrompido dentro da Igreja e que havia resultado na deposição dos presbíteros (capitulo 47). O prestígio da igreja romana nesse caso está implícito no tom resoluto e, em alguns casos, mesmo ameaçador da carta de advertência dos Romanos, que espera obediência ao que Deus disse por meio da Igreja de Roma (conforme capítulos 47,59 e 63):

“Leia a epístola do bendito apóstolo Paulo. O que ele escreveu para você na época em que o evangelho começou a ser pregado? Na verdade, sob a inspiração do Espírito, ele escreveu a você a respeito de si mesmo, e de Cefas e de Apolo, porque até então grupos haviam sido formados entre vocês. Mas essa inclinação para um acima do outro acarretou menos culpa sobre você, visto que suas parcialidades foram então mostradas para com os apóstolos, já de grande reputação, e para com um homem que eles haviam aprovado. Mas agora reflita quem são aqueles que o perverteram e reduziram a fama de seu famoso amor fraternal. É vergonhoso, amado, sim, altamente vergonhoso e indigno de sua profissão cristã, que se deve ouvir falar de que a mais firme e antiga igreja dos coríntios deve, por causa de uma ou duas pessoas, se envolver em sedição contra seus presbíteros . E esse boato atingiu não apenas nós, mas também aqueles que não estão ligados a nós; de forma que, por sua paixão, o nome do Senhor é blasfemado, enquanto o perigo também é trazido sobre vocês.”
– Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 47

“Se, entretanto, alguém desobedecer às palavras faladas por Ele por intermédio de nós (Igreja de Roma), faça-o saber que se envolverá em transgressão e grave perigo; mas seremos inocentes deste pecado e, instantaneamente em oração e súplica, desejaremos que o Criador de tudo preserve ininterruptamente o número computado de Seus eleitos em todo o mundo por meio de Seu amado Filho Jesus Cristo, por meio de quem Ele nos chamou das trevas à luz, da ignorância ao conhecimento da glória de Seu nome, nossa esperança repousando em Seu nome que é a causa primordial de toda criatura – tendo aberto os olhos de nosso coração para o conhecimentode Você, que é o único que é o mais alto entre os mais elevados, santo entre os santos (Isaías 57,15), que abate a insolência dos soberbos (Isaías 13,11) que destrói os cálculos dos pagãos, que põe o baixo no alto e abaixa o exaltado; que enriquece e empobrece (1 Samuel 2,7), que mata e faz viver (Deuteronômio 32,39), único Benfeitor dos espíritos e Deus de toda a carne, que contempla as profundezas, testemunha ocular do ser humanoobras, a ajuda dos que estão em perigo, o Salvador dos que estão em desespero, o Criador e Guardião de todos os espíritos, que multiplicam as nações na terra, e de todos fazem a escolha daqueles que Te amam por meio de Jesus Cristo, Seu Filho amado, por meio de quem Você instruiu, santifique, honre- nos. Queremos que Você, Senhor, prove nossa ajuda e socorro. Aqueles de nós em aflição, exceto os humildes, têm pena; o aumento caído; sobre aqueles em necessidade surgem; os enfermos curam; os errantes de Seu povo se voltam; encha os famintos; resgatar aqueles de nós em títulos; levante aqueles que são fracos; confortar os tímidos; deixe todas as nações saberem que você é Deus sozinho e Jesus Cristo Teu Filho e nós somos o Teu povo e as ovelhas do Teu pasto.”
– Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 59

A Igreja de Roma fala à Igreja de Corinto como um superior fala a um subordinado. No primeiro capítulo, o autor se desculpa imediatamente por não ter conseguido dedicar sua atenção antes às irregularidades existentes na longínqua Igreja de Corinto. Isso prova claramente que a vigilância cristã primitiva e a solicitude da comunidade pela comunidade não inspiraram sozinhas a composição da carta. Se fosse esse o caso, um pedido de desculpas por se intrometer na controvérsia estaria em ordem. Mas o Bispo de Roma considera um dever tratar do assunto e considera pecaminoso da parte deles se não lhe obedecem: “Mas se alguns desobedecerem às palavras que foram ditas por ele por intermédio de nós, que eles entendam que eles se enredarão em transgressão e não pouco perigo, mas nós seremos inocentes deste pecado”. Esse tom autoritário não pode ser adequadamente explicado com base nas estreitas relações culturais existentes entre Corinto e Roma, mas sim com base na relação de Autoridade da Igreja de Roma sobre Corinto.

“Haveis de nos proporcionar alegria e prazer se vos submeterdes ao que escrevemos pelo Espírito Santo, cortando pela raiz a ira nascida do ciúme, conforme o pedido de paz e concórdia que vos fazemos por esta carta. Enviamos homens fiéis e discretos, cuja conversação desde a juventude até a velhice tem sido irrepreensível entre nós – os mesmos serão testemunhas entre você e nós. Isso nós fizemos, para que você possasaiba que toda a nossa preocupação foi e é que você possa rapidamente ficar em paz.”
– Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 63.[3]

Em síntese sobre este incidente, Santo Irineu (130-202), Bispo de Lyon, assim descreve o ocorrido do século I em sua obra no século II:

“No pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Então a Igreja de Roma enviou aos coríntios uma carta importantíssima para reuni-los na paz, reavivar-lhes a fé e reconfirmar a tradição que há pouco tempo tinham recebido dos apóstolos, isto é, a fé no único Deus, onipotente, o Criador do céu e da terra, o Criador do homem , que trouxe o dilúvio, e chamou Abraão , que conduziu o povo da terra do Egito , falou com Moisés, estabeleceu a lei, enviou os profetas, e que preparou fogo para o diabo e seus anjos.”
– Contra as Heresias, livro 3, capitulo 3, verso 3.[4]

Roma estava consciente de sua autoridade, e da responsabilidade que isto envolvia; Corinto também o reconheceu e curvou-se a ela. O fato de que a carta foi altamente respeitada e lida regularmente não somente em Corinto, mas em outras igrejas também, tanto assim que passou a ser considerada por alguns como inspirada, deixa implícita, a existência na consciência de cristãos não romanos de uma estima da igreja romana como tal, o que reconhece-lhe uma superioridade de posição. A autoridade de Clemente como bispo de Roma acaba corroborando a afirmação autêntica da Igreja Católica que defende que estas ações revelam que, já desde cedo, a Sé de Roma (e o seu bispo, que é o Papa) tinha primazia sobre os cristãos.

Conforme narra o historiador Eusébio de Cesareia, Clemente, depois de nove anos de pontificado (88-97) “passou o sacro ministério para Evaristo”, e quanto este morreu, o passou para Alexandre I. E no ano 107, durante o pontificado de Alexandre, fora escrita uma carta á Igreja de Roma por Santo Inácio, 3° Bispo de Antioquia, que enviou outras 5 cartas a 5 Igrejas antes de ser martirizado devorado por feras.
Santo Inácio de Antioquia, em sua Carta aos Romanos, de igual modo atribui epítetos respeitosos, honrosos e servis incomuns à igreja de Roma (conforme Prólogo). Enquanto em suas Epístolas às outras Igrejas Inácio admoesta e adverte os membros, em sua Carta dos Romanos ele expressa somente pedidos respeitosos: Em seu prólogo, Inácio descreve a igreja de Roma como sendo “digna de Deus, digna de honra, digna de felicitações, digna de louvor, digna de sucesso, dignamente pura e preeminente em amor”.
Mesmo Teólogos da Igreja ortodoxa como Nikolay Afanássieff (professor de direito canônico e história da igreja no Instituto Teológico ortodoxo de Paris) e Alexander Schmemann (reitor do Seminário St. Vladimir (1962-83) e professor história da igreja e teologia litúrgica) escreveram em “The Church Which Presides in Love” (paginas 91-143) e The Idea of Primacy in Orthodox Ecclesiology” (pagina 145) que a frase “presidir em agape (no amor)”, usada para referir-se à Igreja de Roma na carta que Inácio de Antioquia lhe dirigiu no início do século II, contém uma definição da primazia universal daquela Igreja.O bispo de Roma, segundo os ortodoxos, é simplesmente “o primeiro entre iguais” (primus inter pares). Eles prontamente concedem a ele uma “primazia de honra”, que dizem ter sido reconhecida nos primeiros séculos. Afanassieff ainda escreve: “”Ele (Inácio) retratou as igrejas locais agrupadas, por assim dizer, em uma Assembleia Eucarística com cada igreja em seu lugar especial, e a Igreja de Roma, na cadeira, sentada em ‘primeiro lugar’. Assim, diz Inácio, a Igreja de Roma de fato tem a prioridade em todo o grupo de igrejas unidas pela concórdia. Não somos informados por Inácio (ou Clemente) por que a Igreja de Roma deveria presidir e não alguma outra igreja. Para Inácio, isso parecia auto-evidente, e provar isso era uma perda de tempo. Em seu período, nenhuma outra igreja reivindicou o papel que pertencia à Igreja de Roma.”.[5]
O teologo da igreja ortodoxa russa John Meyendorff, explica a “primazia honorária” de Roma nos primeiros séculos da seguinte maneira: “A importância numérica [de Roma], sua posição (geográfica) central e, acima de tudo, a ortodoxia inabalável de seus bispos justificava sua primazia.”.[6]
A veneração singular do bispo de Antioquia pela igreja romana é evidente quando, nas cartas destinadas às outras Igrejas. Inácio escreve: “à Igreja de Deus que está em (Éfeso, Esmirna, Filadélfia, Trália, Magnésia)” mas o tratamento dado à igreja de Roma é totalmente diferente: “à Igreja que preside na Região dos Romanos”. A Igreja de Roma presidia as demais Igrejas, isto é, que o seu Bispo era o chefe da Igreja Católica espalhada no mundo inteiro:

“Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que recebeu misericórdia pela grandeza do Pai altíssimo e de Jesus Cristo Seu Filho único, Igreja amada e iluminada pela vontade d’Aquele que escolheu todos os seres, isto é, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo nosso Deus, ela que também preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada bem-aventurada, digna de louvor, digna de êxito, digna de pureza, e que preside na caridade na observância da lei de Cristo e que leva o nome do Pai. Saúdo-a também em nome de Jesus Cristo, filho do Pai.”
– Carta de Inácio aos Romanos, prólogo

A Igreja de Roma preside na caridade. Santo Inácio já havia dito na carta à Igreja de Magnesia que o Bispo local preside no lugar de Cristo, e o clero no lugar de seus Apóstolos (Carta aos Magnesios 6,1). Com “presidir” Santo Inácio fala de liderança, e a Igreja de Roma lidera a Igreja na caridade/amor (no grego original, “Ágape” que indica comunhão). Seu Bispo não é apenas um Bispo local, mas o Bispo Universal.
A palavra prokathemai (que significa “presidir sobre”), ocorre duas vezes: a Igreja de Roma que “preside na região dos Romanos” e “preside no amor (Ágape)”.
O amor (ágape) é sinônimo de “comunhão”,a comunidade cristã. A maioria dos estudiosos, inclusive protestantes concordam que Inácio atribuiu à Igreja de Roma a preeminência Universal.
Isso estava tão claro nas palavras de Inácio, que o teologo protestante Robert Ellis Thompson ao perceber isso, alegou que suas epístolas seriam falsas, pois afirmavam um Episcopado Monárquico que ele se recusava a acreditar que existia: “Certamente, isso está muito longe de ser verdade quanto às epístolas atribuídas a Inácio de Antioquia, sob cuja autoridade somos solicitados a acreditar que a pluralidade de presbíteros-bispos foi substituída antes de 117 D.C. nas igrejas de Éfeso, Filadélfia, Tralles, Magnésia e Esmirna, com o surgimento de um episcopado monárquico que estava tão firmemente enraizado, ‘tão exaltado acima de todos os ofícios e tão completamente fora de discussão’ (cofirmação do teólogo luterano Adolf von Harnack) a ponto de fazer com que essas igrejas se tornassem diferentes daquilo que todos os outros escritores da época nos conduziram esperar.”.[7]

Esta carta também se difere das demais por Inácio não querer ensinar nada a esta Igreja; ao contrário, reconhece que muito aprendeu dela:

“A ninguém jamais invejaste; ensinastes a outros. Agora eu desejo que essas coisas possam ser confirmadas [por sua conduta], que em suas instruções você impõe [aos outros]. Pedi em meu favor unicamente a força exterior e interior, a fim de não apenas falar, mas também querer, de não apenas dizer-me cristão, mas de me manifestar como tal.”
– Carta de Inacio aos Romanos, capítulo 3

Em sua recomendação final ele pede a Igreja de Roma que se lembre da Igreja da Síria:

“Lembrai-vos, em vossas orações, da igreja da Síria, a qual tem Deus como seu pastor em meu lugar. O próprio Jesus Cristo a administrará, juntamente com vosso amor”
– Carta de Inácio aos Romanos, capítulo 9.[8]

Estas declarações provam que Inácio, Bispo de uma das maiores Igrejas que existiu, no início do segundo século, no minimo atribuía a Igreja de Roma precedência universal em prestígio e honra.

É fato que esses escritos causam revolta e indignação em muitos protestantes. Apesar de muitos presbiterianos hoje aceitarem as Cartas de Inácio, João Calvino achava que eram falsas, pois via nela o ensino Apostólico da Quaresma e do considerava “outras corrupções” (papado). Sobre o conteúdo das epístolas Calvino falou: “No que diz respeito ao que pretendem ser a Inácio, se querem que seja da menor importância, deixe-os provar que os apóstolos promulgaram leis relativas à Quaresma e outras Corrupções. Nada pode ser mais nauseante do que os absurdos que foram publicados sob o nome de Inácio; e, portanto, a conduta daqueles que se fornecem com tais máscaras para o engano tem menos direito à tolerância.” (“as institutas da religião cristã” Livro I, Capítulo 13, Seção 29).[9]
Não só a Epístola de Santo Inácio enfureceu Calvino, mas a Epístola de São Clemente também. Como dito no seu comentário sobre Filipenses 4,3 : “Aqueles que sustentam isso, citam Clemente e Inácio como suas autoridades. Se eles citassem corretamente, eu certamente não desprezaria homens de tal eminência. Mas, como escritos de Eusébio que são espúrios e foram inventados por monges ignorantes, eles não merecem muito crédito entre os leitores de bom senso. Vamos, portanto, inquirir quanto à coisa em si, sem tirar nenhuma falsa impressão das opiniões dos homens.”.[10]
Muitos protestantes tendiam a negar a autenticidade de todas as epístolas atribuídas a Inácio porque atestam a existência de um episcopado monárquico no segundo século.
Calvino rejeitou as (agora universalmente aceitas) epístolas de Santo Inácio de Antioquia, e a rejeição de Calvino por Inácio fora confirmada por teologos e historiadores protestantes como Philip Schaff (History of the Christian Church, Vol. II, página 165, “The Ignatian Controversy”) e William Dool Killen.
Este William Dool Killen, ministro presbiteriano e historiador da igreja, publicou em 1886 um ensaio argumentando também que nenhuma das epístolas atribuídas a Inácio seria autêntica. Em vez disso, ele argumentou que Calisto, bispo de Roma, forjou as cartas por volta de 220 d.C. para angariar apoio para um episcopado monárquico, modelando o renomado Santo Inácio após sua própria vida para validar seu papado.[11] Ironicamente, killen também está admitindo a Primazia de Roma na Igreja Primitiva. Não só admite que os textos de Inácio atestam a Primazia de Roma (e por isso tenta provar que seriam falsas) mas admite a Primazia da mesma já no século III. Um verdadeiro tiro no pé.
A única razão dos presbiterianos hoje aceitarem as Cartas de Santo Inácio, é o fato da maioria dos estudiosos provarem, e por isso aceitarem a autenticidade das sete epístolas originais.[12] e deixaremos aqui o link de um ótimo artigo comprovando que elas são.[13]
Outro exemplo mais cômico, foi quando o famoso Teólogo Adventista brasileiro Leandro Quadros (que é inclusive usado como referência para protestantes não adventistas), assumiu a visão papista de Inácio (Isso em sua visão deformada do papado, assim como de tudo que existe). Revoltado com o que leu, Leandro solta a seguinte pérola em sua analise às cartas de Santo Inácio de Antioquia:
“Ignorando essas orientações bíblicas, Inácio considerava o bispo romano como se fosse o próprio Deus e condenava àqueles que agiam contra as suas convicções.”.[14]

Conforme a lista de Santo Irineu do século II, quando o Papa Alexandre I morreu após 8 anos de pontificado (107-115, como narra Eusébio de Cesareia em História Eclesiástica IV, 1) fora sucedido por Sisto I (115-126), e este por São Telésforo (126-137), e então Santo Higino. Falaremos mais dos acontecimentos que se deram a partir do seu pontificado na próxima parte.

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