ENCÍCLICA “SATIS COGNITUM” PAPA Leão XIII 29 de junho de 1896 A UNIDADE DA IGREJA COMO CORPO MÍSTICO DE CRISTO

ENCÍCLICA “SATIS COGNITUM”
PAPA Leão XIII

29 de junho de 1896

A UNIDADE DA IGREJA COMO CORPO MÍSTICO DE CRISTO

A igreja, se consideram o fim último que se propõe e as causas próximas que nela produzem a santidade, certamente é espiritual; mas se se contemplam os membros de que se compõe e os meios que conduzem aos dons espirituais, é exterior e necessariamente visível…

Por todas estas razões, as Sagradas Escrituras chamam a Igreja tão frequentemente ora “corpo”, ora “corpo de Cristo”: “Vós Sois o corpo de Cristo” [1 Coríntios 12,27]. Por ser um corpo, a igreja é visível aos olhos; por ser de Cristo, o corpo é atuante e viçoso, porque [Cristo] cuida dela e a sustenta…

assim como nos seres animados o princípio Vital é o culto e totalmente invisível, mas denunciado e manifestado pelo corrimento e ação dos membros, assim o princípio da vida sobrenatural na igreja se manifesta visivelmente naquilo que por eles é realizado.

segue-se daí que andam em grande e pernicioso erro aqueles que imaginam uma Igreja acerto e a representam como oculta e de nenhum modo visível; igualmente, os que a consideram uma instituição humana com algum regime disciplinar e ritos externos, mas sem a perene comunicação dos dons da Graça divina, Fernanda que demonstre por uma manifestação diária e evidente a vida Sobrenatural haurida em Deus. Na verdade, a Igreja recusa que qualquer uma das duas possa ser a Igreja de Cristo tanto quanto um ser humano constituído tão somente do corpo ou da alma. o conjunto a união destas duas partes são absolutamente necessários para a verdadeira igreja, Mas ou menos como a enzima união de alma e corpo para a natureza humana.

A igreja não é uma espécie de cadáver morto, mas o corpo de Cristo animado por sua vida Sobrenatural. O próprio Cristo, cabeça e modelo, não está inteiro se nele se considerar só a natureza humana visível… ou só a natureza Divina invisível,… mas é Uno a partir de ambas e em ambas as naturezas, tanto a visível com a invisível; assim seu corpo Místico não é a verdadeira igreja, a não ser com esta condição, que suas partes visíveis recebam força e vida dos dons Sobrenaturais e outros elementos invisíveis, dos quais nasci a essência e natureza que lhe é própria. ….

Quando se trata de determinar e estabelecer a natureza dessa unidade, variados error desvia muitos do caminho. Não somente a origem, mas toda a Constituição da igreja pertence ao gênero das coisas que procedem da livre vontade; por isso, toda a questão deve se voltar para o que de fato foi feito, não é preciso inquirir de que modo a igreja pode ser una, mas de que modo aquele que afundou quis que fosse Una.

Pois bem, Quando se considera o que aconteceu, Jesus Cristo não conseguiu nem formou a Igreja de modo que compreendesse uma pluralidade de comunidades semelhantes em seu gênero, porém distintas e não ligadas por esses vínculos que tornaram a igreja indivisível eu única, como claramente professamos no símbolo da Fé “creio na igreja Una”…

Assim, quando Jesus Cristo fala deste Edifício místico, somente recorda uma única igreja, à qual chama a sua: “edificarei a minha igreja” [Mateus 16, 18]. Qualquer outra que se imagine fora desta, como não foi fundada por Jesus Cristo, não pode ser a verdadeira Igreja de Cristo. ….

Assim, portanto, a salvação que Jesus Cristo adquiriu e, juntamente, todos os benefícios que dela procedem, a igreja deve difundidos é amplamente e os propagar para todas as idades. Por isso, segundo a vontade de seu autor, é necessário que ela seja única para a terra toda em toda adoração do tempo….

A isso acresce que o filho de Deus decretou o que a igreja fosse seu corpo místico, ao qual ele se unirá como cabeça, à Semelhança do corpo humano que ele assumiu. … Pois como ele assumiu um corpo mortal único, que entregou ao sofrimento e à morte para pagar o preço da libertação da humanidade, assim ele tem igualmente o único corpo místico, no qual e por meio do qual ele faz os homens participar da Santidade e da salvação eterna: “(Deus) constituiu-o (Cristo) cabeça de toda a igreja, que é o seu corpo” [Efésios 1. 22]. Membros dispersos e separados não podem unir-se a uma mesma cabeça para formar ao mesmo tempo um só corpo. Ora, Paulo diz: “todos os membros do corpo, embora sejam muitos, são contudo um só corpo: assim também Cristo” [1Coríntios 12.12]. Por isso, diz ele, este corpo Místico é “Unido e articulado”: “Cristo é a cabeça, e a partir dele todo o corpo é Unido e articulado por todas as junturas de multa o serviço, segundo a operação proporcionada a cada um dos membros” [Efésios 4,15]. Por esta razão, se alguns membros se afastam dos outros membros, não podem estar Unidos à única e mesma cabeça. …

A Igreja de Cristo é, portanto, única e perene: quem se separa dela aparta-se da vontade e do preceito do Cristo senhor e, deixando o caminho da salvação, caminha para a perdição.

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